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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Torres de energia recebem renovação tecnológica



Confirmando o grande potencial energético existente no estado, o Ceará tem recebido grandes investimentos no setor. Um dos mais recentes é a chegada de uma carga advinda de Portugal que deve possibilitar uma renovação tecnológica em torres eólicas do litoral. De acordo com Carlos Alberto Nunes, gerente comercial da empresa que atua como prestadora de serviço operacional no Porto do Pecém, tal renovação fará com que as turbinas terrestres ultrapassem a marca de 4 MW de potência. “Isso representará uma redução do custo final da energia eólica, devido tanto ao ajuste do investimento quanto à melhoria da eficiência dos aerogeradores”, explica.

A carga que está chegando no próximo dia 7 de agosto possui 148.39 toneladas e é composta por 3 pás, 1 torre, 1 nacele, 1 rotor e mais 3 containers com diferentes acessórios para a torre. “O avanço da tecnologia dos fabricantes de eólico vem aumentando a capacidade dos equipamentos de forma exponencial nos últimos anos. Com isso, abrem-se possibilidades de que, no mesmo local, os parques eólicos tenham equipamentos de maior produtividade. Isso é uma tendência que vai gerar a renovação dos parques”, explica Nunes.

Hidrogênio verde


Outra razão que tem atraído investimentos para o Ceará é o chamado “combustível do futuro”, o hidrogênio verde. Com apoio das eólicas offshores, o gerente defende que também há grande potencial para ser explorado. No momento, as offshores estão em processo de licenciamento ambiental no IBAMA. Porém, de acordo com Nunes, a regulamentação brasileira já está bem encaminhada e deve sair no ano que vem. Ao todo, há mais de 50 projetos, totalizando 133 GW, dos quais cerca de 20% estão instalados no Ceará. “Já foram mapeados vários parques e várias capacidades de produção, principalmente na região Nordeste. Isso está bem evoluído”, relata.
O estado chama atenção de investidores por ter uma produtividade esperada que é quase 60% acima da média mundial. “Existem três vertentes de energias renováveis que serão suporte para a transição energética: a eólica onshore, a energia solar e eólica offshore. Mas, há ainda uma grande capacidade de eólica onshore para ser explorada até chegar no offshore, que também é uma realidade para os próximos anos”, pontua.

Energia solar
Nunes conta que, em 2022, devido a abertura de novos marcos regulatórios, existe a possibilidade de, com agilidade e baixo custo, ampliarem-se as produções dos parques eólicos adicionando a energia solar. “Hoje já existe tecnologia de gerenciamento e transmissão para poder gerar tanto o solar quanto o eólico. Isso melhora mais a rentabilidade das fazendas eólicas, podendo até gerar um complemento de capacidade para projetos que estão em andamento. Isso abre novas perspectivas para o mercado”, opina. A capacidade instalável de geração híbrida, identificada no Atlas Eólico e Solar do Ceará, é de 137 GW.

Por Yasmim Rodrigues

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