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segunda-feira, 25 de julho de 2022

Varíola dos macacos é emergência internacional, diz OMS

 





Por conta do aumento do número de casos de varíola dos macacos ao redor do planeta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou no último sábado, 23, a doença, que ficou conhecida também pelo nome de “monkeypox”, como uma emergência de saúde de interesse internacional. É válido ressaltar que, cerca de 1 mês atrás, a OMS havia declarado que a monkeypox ainda não poderia ser considerada uma emergência de saúde pública internacional, porém, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou estar “profundamente preocupado’’ com o surto. “Esta é claramente uma ameaça à saúde em evolução que meus colegas e eu na Secretaria da OMS estamos acompanhando de perto”, detalhou.


Com a nova decisão, Ghebreyesus explicou que uma das razões para a classificação é o fato de que pouco se entende sobre as novas formas de transmissão da doença. “Temos um surto que se espalhou rápido pelo mundo, através de novas formas de transmissão, sobre as quais entendemos muito pouco, e que se encaixa nos critérios do Regulamento Sanitário Internacional. Por essas razões, decidi que a epidemia de varíola dos macacos representa uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, pontuou.

Também é importante destacar que a decisão não foi unânime entre todos Comitê de Emergência da OMS, porém, o diretor-geral demonstrou preocupação de que, com a rápida disseminação, o vírus possa ter o potencial de interferir em viagens de um país para o outro. Porém, ainda considera-se tal risco baixo.

Uma outra preocupação da organização é com o estigma de a discriminação que a doença pode causar para a comunidade LGTBQIA+, uma vez que a maior parte dos infectados são homens que se relacionam sexualmente com outras pessoas do mesmo sexo. “Em acréscimo às nossas recomendações aos países, também chamo as organizações da sociedade civil, incluindo aquelas com experiência no trabalho com pessoas HIV positivo, para trabalhar conosco na luta contra o estigma e a discriminação”, disse o diretor-geral.

Salienta-se também que a varíola dos macacos é transmitida por contato próximo com pessoas infectadas ou com o material proveniente das lesões. A transmissão entre humanos pode ocorrer por secreções respiratórias, relações sexuais ou contato com objetos infectados como toalhas, roupas e lençóis.

Brasil tem interesse
O Brasil, que até o momento de produção desse texto já tinha mais de 690 casos confirmados da doença, está negociando junto à OMS a compra de vacinas contra a varíola dos macacos. O Ministério da Saúde informou que as negociações estão ocorrendo a nível global com o intuito de ampliar o acesso à vacina nos países em que se tem casos confirmados.

A Saúde destacou, porém, que a vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países em que a doença não é endêmica, como é o caso do Brasil. Logo, o imunizante seria destinado a indivíduos que tiveram contato com pessoas infectadas e profissionais da saúde que possuem alto risco de exposição ao vírus. Em território nacional, a maior parte dos casos, mais de 70%, são provenientes do estado de São Paulo. Até o momento, o Ceará possui 4 casos confirmados, dos quais 3 são de pacientes de Fortaleza.

OE

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