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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Audiência Pública discute criação do Programa de Energia Solar para Todos

 No Ceará são 547 mil casas que pagam tarifa social que consomem entre 60 a 100 kw/hora., que podem ser beneficiadas.

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou, nesta terça-feira (28), uma Audiência Pública para discutir a criação do Programa de Energia Solar para Todos, que foi presidida pelo vereador Lúcio Bruno (PDT). Ele destacou a importância da audiência pública e parabenizou o Movimento Energia Solar Para todos que vem propondo a democratização do acesso dessa energia renovável. “Temos que trabalhar as energias renováveis e temos um publico muito grande que são os conjuntos habitacionais. Só o Roberto Cláudio entregou mais de 25 mil habitações. O Movimento Energia Solar para Todos começou no Ceará e está se ampliado. Então a ideia é levar essa energia para as pessoas de baixa renda. Temos que acabar com a termoelétrica, e o Estado do Ceará é referência. Temos várias fazendas de energia solar e eólica, pois nosso clima é propício e nada melhor que aliar o útil ao agradável para que essa energia alcance as populações de baixa renda”, disse

A palavra foi concedida para o coordenador do Projeto Energia Solar para Todos, Robert Burns, que observou que hoje a solar é uma realidade no país mas apenas para pessoas de classe média e alta e está longe das pessoas de baixa renda. Segundo ele, já existem projetos com o mesmo foco em vários estados brasileiros, “o projeto não é invenção nossa, mas desde 2015 quando países se reuniram e traçaram metas para a utilização de energias renováveis, que elas se espalharam pelo mundo. No Brasil a energia solar foi colocada no projeto Minha Casa Minha Vida. No Ceará são mais de 10 mil casas beneficiadas, mas as placas só servem para aquecer a água do chuveiro. Vimos nisso uma maldade e estamos propondo o projeto em sua forma original”, disse.

Segundo ele, no Ceará são 547 mil casas que pagam tarifa social que consomem entre 60 a 100 kw/hora. “No projeto colocamos até 140 kW/hora, duas placas de 70 kW hora. Hoje as placas novas estão reduzindo 90% a conta de energia. Procuramos a Assembleia Legislativa e foi aprovada lá e foi enviado para o governador na época, Camilo Santana que não sancionou e não sabemos a razão. Hoje, as pessoas não tem como pagar energia. Nós somos o melhor estado para produzir energia solar no mundo e como não aproveitamos, estão chegando investidores estrangeiros que estão aproveitando nosso sol para produzir energia e vender para nós mesmos. Os poderosos dizem que se colocar a energia para os pobres, a Enel vai ter problema, mas os ricos estão colocando e não há nenhum problema. O projeto vai trazer economia e qualidade de vida para as pessoas,” disse.

Cursos

Superintendente do Sesi/Senai, Paulo Sérgio Castro, afirmou que a Enel não terá prejuízo e já está em processo de ser também concessionaria de energias renováveis. “O Robert quando esteve comigo há um mês e meio veio com essa ideia, e perguntou se o Senai poderia fazer os cursos. E então propôs fazer um projeto para apresentar ao Governo do Estado. O projeto foi feito e aprovado na primeira instância na secretaria e temos pouco tempo devido ao período eleitoral para oferecermos cursos para a população. Esperamos até o dia 2 de julho o Governo assinar a dispensa de licitação para realizarmos os cursos para 400 pessoas,” disse.

Ele frisou que a ideia é capacitar os proprietários das casas que terão as placas de energia fotovoltaicas para que possam fazer a instalação e manutenção das placas. “Os cursos que temos são práticos, lá em nossa estrutura montamos os seis tipos de telhados para fazer os cursos práticos. Temos capacitações de técnicos, que é o mais longo; montagem dos sistemas; montagem de sistema fotovoltaico, para quem já tem qualificação; dimensionamento dos projetos; comissionamentos e tecnologia voltada para esse segmento. Vamos apoiar essa iniciativa que é um ganho para a população. O Ceará é um dos principais estados em hidrogênio verde. Já investimos mais de R$ 15 milhões em placas e equipamentos para oferecermos cursos com qualidade, formamos técnicos na Alemanha e esperamos que os próximos governantes facilitem a vida da população”, salientou.

Teresa Neuman, representando a Habitafor entende que é extremamente importante o tema tratado na audiência e disse que a energia solar no Brasil tem que ser universal. “Estou na coordenadoria de politicas comunitárias e podemos constatar irregularidade no uso de energia e água nas comunidades, porque as pessoas não tem como arcar com essas responsabilidades, mas é importante pensar um projeto que esteja ligado a uma política pública. Que tenha recursos para sua implantação e ampliação. Pois têm estados que fizeram projetos-pilotos, e as pessoas tinham consumo bancado pela energia solar e elas foram ampliando o consumo e as placas não deram mais conta. Mas para projetos dessa natureza é exigido a presença dos profissionais de engenharia e que estejam com todo aparato legal.

Falaram também: Rodrigo Botelho, coordenador da Associação das Micros e Pequenas Empresas da Construção Civil do Ceará (AMPEC); Francisco Vildan, coordenador do projeto Energia Solar de Icó; José Silva de Abreu, vice-prefeito de Pacujá; Rivelino Oliveira, da Associação Metropolitana de Estudantes; Erialdo Furtado, coordenador do projeto energia solar do Grande Bom Jardim; Motoca, representando a comunidade da Aerolândia; Evangelista e César do Vale, Morada Nova.

Novos encontros

No final, o vereador Lúcio Bruno destacou que o Sesi e o Senai estão alinhados a essa proposta e acredita que o Governo também vai aprovar. “Cabe agora fazer outras reuniões e conhecer mais o processo, para entender melhor e saber a quem devemos pressionar. A audiência pública foi importante, pois têm muita coisa que eu não sabia e creio que outros também, e depois no avançar do tempo vamos segmentar os encontros, mas de forma unida e entender que o pai disso é o povo”, concluiu.

A mesa foi composta pelo superintendente do Senai/Ceará, Paulo André de Castro; coordenador de politicas comunitárias da Habitafor, Teresa Neumam; Erialdo Furtado, coordenador de energia solar do Grande Bom Jardim; Rodrigo Botelho coordenador da Associação das Micros e Pequenas Empresas da Construção Civil do Ceará (AMPEC); Francisco Vildan coordenador da Energia Solar Para todos de Icó; Roberto Burns, coordenador do projeto de Energia Solar Para Todos; vice-prefeito de Pacujá, José Silva de Abreu; secretaria de habitação de Jaguaribe, Veras Freitas e Rivelino Oliveira, da Associação Metropolitana de Estudantes.

Foto: Evilázio Bezerra

CMF

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