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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Chuvas abaixo da média tiram R$ 80 bi por ano




Seca, reservatórios de hidrelétricas em baixa, conta de luz mais cara e choque nos preços dos alimentos. Essas imagens, que se tornaram corriqueiras ao longo de 2021, apontam para um dado impactante: o Brasil perde, em média, R$ 80 bilhões do PIB (Produto Interno Bruto) por ano devido à falta de chuvas.


O cálculo é do economista Bráulio Borges, da LCA Consultores e do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas), e já considera efeitos da inflação no período.

Embora o quadro de chuvas tenha se revelado especialmente dramático em 2021, com graves meses de seca e ficando 26% abaixo da média (1980-2019), desde 2012, as chuvas no Brasil têm sido abaixo do esperado, em todos os anos exceto em 2013, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
“A baixa intensidade das chuvas é um dos ingredientes que contribuíram para a década perdida do PIB, mas que costumava ser ignorado”, diz Borges. “Geralmente, os maiores destaques são fatores internacionais e problemas de política econômica doméstica, como a nova matriz econômica.”

Extremo
O Brasil foi de um extremo ao outro em um intervalo de tempo curto: na década anterior, entre 2002 e 2011, o saldo foi inverso, com as chuvas acima da média histórica em nove dos dez anos. Segundo Borges, ao se considerar os efeitos diretos e indiretos da escassez de chuva, o impacto acumulado no PIB no período de 2012 a 2021 é de 17%, em termos reais.

Caso a situação fosse outra, a inflação no período seria menor, e o PIB nominal deste ano, maior. A projeção atual é que chegue a R$ 8,7 trilhões, mas sem os choques que ocorreram, poderia estar indo para R$ 9,5 trilhões. Trata-se de uma diferença de R$ 800 bilhões —ou de R$ 80 bilhões por ano, na média, para o período, explica o economista.
Dos R$ 80 bilhões perdidos por ano, R$ 50 bilhões são pelos efeitos diretos da falta de chuvas, como no caso da produtividade da atividade agropecuária e da energia mais cara, que provoca um choque de custos para a economia como um todo.

Bola de neve
Borges explica que esses efeitos sobre a economia são como uma bola de neve: com a falta de chuvas reduzindo a produtividade agrícola e tornando a energia mais cara, o PIB cresce menos, gerando esse choque.
De forma indireta, a energia mais cara também reduz a renda das famílias, sobretudo por ser um gasto mais difícil de contornar, e elas acabam podendo consumir menos outros itens. A falta de chuvas afeta, ainda, o turismo e as hidrovias. As empresas também perdem fôlego e capacidade de investimento, a energia impacta na inflação e a política monetária acaba ficando mais restritiva, com a alta dos juros.

Ascom

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