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terça-feira, 20 de julho de 2021

Ematerce e Embrapa ajudam controlar o Tripes nas plantações de bananeiras na região de Baturité-CE

 

Frutos de bananas severamente atacados pela praga do Tripes.

Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará – Ematerce –, dos escritórios de Capistrano – CE. Aratuba -CE e Redenção -CE, com ajuda do Assessor de Fruticultura da Ematerce, Egberto Targino e dos pesquisadores da Embrapa – Centro Nacional da Agroindústria Tropical – Cnpat, Antônio Lindemberg Martins Mesquita e Marlos Alves Bezerra, detectaram nos plantios de bananeiras da fazenda Chaves, da produtora Tereza D’Ávila, em Capistrano – CE- uma praga chamada de Tripes. Essa praga está preocupando os bananicultores da região do maciço de Baturité-CE que procuraram os técnicos da Ematerce, com o objetivo de resolverem o problema da infestação da praga que vem ocorrendo nos frutos de bananas colhidos e que tem prejudicado seriamente a comercialização, causando sérios prejuízos financeiros. Há relatos de produtores informando que têm deixado de vender até 30% da produção colhida.

Inseto do Tripes na fase adulta.

O Tripes é um inseto muito pequeno, alcançando 1,2 a 1,5 milímetro de comprimento, com registro durante todo o ano, porém é na época mais quente do ano(outubro a dezembro) que observa-se um maior aumento da população. Duas espécies são comuns na região o Tripes da ferrugem(Caliothrips bicinctus) e o Tripes da erupção (Frankliniela spp.). Apresentam coloração variada(branca, amarela e preta), dependendo da fase em que encontram-se e comumente são encontrados nas inflorescências, entre as brácteas do coração e nos frutos. A qualidade da polpa não é afetada pois os estragos ficam restritos a casca do fruto, com aspecto de ferrugem, prejudicando severamente a comercialização. É comum o aparecimento, nos frutos, de rachaduras e manchas de cor marrom (Tripes da ferrugem) e/ou manchas escuras(Tripes da erupção), em consequência também da associação com alguns fungos.

Os técnicos da Ematerce e da Embrapa orientaram aos bananicultores da região que, para controlar a praga podem ser adotadas as seguintes medidas: a) proteção dos cachos com sacos plásticos específicos para esse fim; b) despistilagem e remoção do coração, diminuindo os locais de abrigo dos insetos; c) revolvimento do solo na área de projeção do cacho; d) realização do controle químico conforme recomendação do Mapa para a cultura; e) a presença de alguns predadores como joaninhas, sirfídeos e crisopídeos existentes nos bananais, são citados como predadores (controladores) naturais.

Bananas sadias da variedade prata.

Em função da importância do problema apresentado, outras visitas e reuniões acontecerão entre os técnicos da Ematerce e os pesquisadores da Embrapa com os produtores, objetivando encontrarem o soluções devidamente ajustadas, conforme as características da região e também o perfil dos produtores.

Inicialmente, os técnicos resolveram selecionar os municípios e os produtores que farão o ensacamento experimental de 20 cachos, no período de outubro a dezembro e as respectivas colheitas, possivelmente após o mês de abril, quando então serão feitas as devidas observações e avaliações.

Com esse trabalho concluído, os técnicos e produtores envolvidos poderão tirar suas conclusões e adotarem ou não as técnicas mais indicadas, analisando também os seus custos.

Ascom

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