Clique aqui na imagem e ouça a Web Rádio ao vivo

Pages

terça-feira, 13 de julho de 2021

Baixa umidade do ar é comum no 2º semestre do ano no Ceará; saiba o porquê

Baixa umidade do ar é comum no 2º semestre do ano no Ceará; saiba o porquê

Quanto maior a temperatura, menor a umidade

O segundo semestre do ano no Ceará é climatologicamente mais seco em relação aos primeiros meses do ano. Após a quadra chuvosa, que ocorre entre fevereiro e maio, os índices de chuva são pouco expressivos, apesar da possibilidade de acumulados pontuais, a depender das condições de tempo.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em julho, por exemplo, a média pluviométrica é de apenas 15,4 milímetros. Reduzindo ainda mais até a chegada de dezembro. 

Diante deste cenário, em que os dias passam a ter predomínio de céu claro na maior parte do dia e um aumento da temperatura, observa-se a redução da umidade relativa do ar, que é o que chamamos de tempo seco.

De acordo com a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, a umidade e a temperatura do ar são inversamente proporcionais uma à outra, ou seja, nos horários com as maiores temperaturas, principalmente no início da tarde, registra-se a menor umidade relativa do ar, principalmente no interior do estado.

“Áreas interioranas apresentam umidade relativa do ar mais baixa quando comparadas ao litoral devido à continentalidade, ou seja, a distância do oceano. Além disso, contribuem as condições predominantemente mais secas do solo e da vegetação reduzindo a evapotranspiração para a atmosfera”, explica Sakamoto.

Dados

Neste mês de julho de 2021, entre os municípios monitorados por Funceme e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as menores taxas de umidade do Ceará foram as seguintes:

23% – Morada Nova

24% – Jaguaruana

30% – Crateús

31% – Iguatu

44% – Fortaleza

Além dos problemas respiratórios, a baixa umidade do ar pode causar dores de cabeça, irritações nos olhos, nariz, garganta e pele, entre outros (FOTO: Ketut Subiyanto/Pexels)

Além dos problemas respiratórios, a baixa umidade do ar pode causar dores de cabeça, irritações nos olhos, nariz, garganta e pele, entre outros (FOTO: Ketut Subiyanto/Pexels)

As condições de tempo seco precisam ser observadas pois podem causar impacto na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os níveis de umidade relativa do ar nas seguintes proporções: 

– Estado de observação: 40% a 31%;

– Estado de atenção: de 30% a 21%;

– Estado de alerta: de 20% a 12%.

O órgão recomenda ainda evitar a exposição ao sol e a realização de atividades físicas quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%. Neste caso, o Ministério da Saúde indica ainda o aumento da hidratação, ingerindo mais água, suco natural e/ou água de coco.

Previsão

Para esta segunda-feira (12), há expectativa de chuva pontual entre tarde e noite nas regiões Jaguaribana e Sertão Central e Inhamuns, porém, com predomínio de poucas nuvens. Diante disto, a umidade deverá apresentar valores entre 40% e 60% em grande parte do Ceará. O mesmo é esperado para esta terça-feira (13).




Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Redes Sociais

. Twitter Google Plus Email Twitter Facebook Instagram email Email

As Mais Lidas do Site

Mudas Frutíferas

Sebrae

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

Blog do Rogério Gomes

Olhar Munipal com Fábio Tajra

Acordeon para iniciantes

Tempo Agora em Fortaleza

Ouça no Rádios Net

Total de visualizações do Site