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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Guias de campo da Embrapa auxiliam identificação de pragas em cultivos de hortaliças



Para facilitar a correta identificação de pragas em lavouras de hortaliças pelos produtores rurais, pesquisadores da Embrapa publicaram quatro novos guias de campo com imagens ilustrativas e informações básicas sobre insetos, ácaros e moluscos que ocasionam danos aos cultivos de alface, morango, pimentão e tomate.

“A precisão no reconhecimento de pragas-chave e pragas secundárias, durante as inspeções de rotina nos cultivos, é o ponto de partida para o agricultor obter sucesso no manejo e no controle de problemas fitossanitários em lavouras de hortaliças”, sinaliza o engenheiro agrônomo Miguel Michereff Filho, pesquisador da área de Entomologia da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF).

Os guias de campo trazem conteúdos sobre ciclo de vida e características corporais das pragas, bem como sobre os sintomas e os danos ocasionados nas plantas em decorrência das infestações. Cultivos de hortaliças são muito suscetíveis a infestações por inseto-praga ou ácaro-praga e estimativas apontam que as perdas na produção podem alcançar 80%, dependendo de fatores como condições climáticas, tratos culturais e cultivar utilizada.

De acordo com o pesquisador, a identificação correta das pragas é fundamental para a implementação de um programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) ou de controle biológico, visando à sustentabilidade das culturas em longo prazo. O MIP é definido como um sistema de controle que associa o ambiente e a dinâmica populacional da praga, com o intuito de manter sua população em níveis abaixo do potencial de dano econômico.

As pragas e seus inimigos naturais

Recentemente, a equipe de pesquisa também publicou um guia de campo com fotografias e informações descritivas dos principais inimigos naturais, como espécies de besouros, moscas e ácaros predadores, percevejos e vespas parasitoides, de pragas encontradas em lavouras de hortaliças. Além de atender produtores rurais, os guias também podem ser utilizados por profissionais da assistência técnica e da extensão rural, consultores e estudantes da área de Ciências Agrárias.

“Ao facilitar o diagnóstico correto das infestações de pragas em hortaliças, e ensinar a diferenciar os inimigos naturais, os guias de campo tornam-se ferramentas úteis para solucionar gargalos técnicos que há muito tempo contribuem para o uso indiscriminado de agroquímicos”, analisa Michereff, ao comentar que o controle químico ainda constitui a principal medida adotada pelos produtores para solução de problemas fitossanitários, ainda que sem garantia de resultados satisfatórios.

Além de onerar o custo de produção, o uso equivocado e abusivo do controle químico, por exemplo, pode causar problemas como a seleção de populações de pragas resistentes aos principais ingredientes ativos utilizados nos produtos, além do aparecimento de novas pragas que, até então, eram controladas naturalmente por seus inimigos naturais.

A adoção do manejo integrado e do controle biológico de pragas, na opinião do pesquisador, tem resultados práticos positivos em direção à racionalização do uso de agrotóxicos e à rastreabilidade da origem dos produtos alimentícios e sua qualidade. Projetos e iniciativas assim, como os guias de bolso, podem dar suporte à implementação de políticas públicas como a produção integrada de hortaliças.

Atuação no Distrito Federal

Os guias de campo para identificação de pragas em hortaliças fazem parte das ações previstas no projeto “Promoção do Manejo Integrado de Pragas na Produção de Hortaliças do Distrito Federal”, que visa resgatar a adoção das boas práticas agrícolas direcionadas ao manejo integrado de pragas (MIP) em quatro culturas: alface, morango, pimentão e tomate.

Além da disponibilização de documentos orientadores, a equipe do projeto realizou, ao longo dos últimos dois anos, treinamentos com mais de 1600 técnicos e produtores rurais para nivelar os conhecimentos e, a partir de parcerias e articulação institucional, efetuar a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URT) para implementação do MIP nessas quatro culturas agrícolas de importância socioeconômica para a horticultura do Distrito Federal.

Os treinamentos orientaram sobre a identificação e o monitoramento das pragas e seus inimigos naturais e abordaram também conhecimentos relativos à seleção e ao uso planejado de medidas de controle e de indicadores necessários para tomada de decisão sobre quando controlar a praga-alvo.

“Pretendemos contribuir com o processo de conscientização da cadeia produtiva para que incorporem o MIP e compreendam a relevância do controle biológico na sua rotina de trabalho”, planeja Michereff, ao contar que o objetivo maior será contribuir para a remodelação dos sistemas produtivos em direção à sustentabilidade regional. Assim, espera-se que ocorra a racionalização do uso de agrotóxicos e a produção de alimentos com melhor qualidade nutricional e totalmente seguros para a saúde humana.

O projeto é uma cooperação técnica entre Embrapa Hortaliças e Emater-DF, com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP)
Embrapa Hortaliças

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