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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Fundação das bases genéticas para um futuro programa de melhoramento de tambaqui ( Colossoma macropomum)



O tambaqui (Colossoma macropomum) é a espécie de peixe nativo mais cultivada no País. Em produção total, perde apenas para a tilápia, espécie exótica cujo cultivo já conta com um pacote tecnológico bem estruturado. A condução de programas de melhoramento genético para espécies animais é essencial para o aprimoramento e o crescimento do setor produtivo. Para as espécies aquícolas, porém, programas de melhoramento ainda não são comumente utilizados. A escassez de programas de melhoramento genético em peixes é decorrente: a) da falta de conhecimento do ciclo reprodutivo das espécies, sobretudo em cativeiro; b) da deterioração do material genético pelo acúmulo da endogamia (consanguinidade), em função da utilização de poucos reprodutores por geração.

Contribuindo com esse cenário, o processo de escrituração zootécnica, um dos primeiros passos para o desenvolvimento de um programa de melhoramento, ainda é pouco praticado nas pisciculturas brasileiras. Para que seja eficiente, um programa de melhoramento genético precisa de um banco de dados seguro e confiável que possua informações (genéticas, produtivas, reprodutivas e outras) de todos os animais que compõem o plantel. Com mais informações técnicas e conhecendo o histórico e o desempenho dos peixes, a aquicultura passa a ser executada de maneira mais profissional e com tendência a maiores ganhos.

Avanços começam a ser observados na perspectiva de mudança desse cenário. Programas de melhoramento clássico voltados para espécies nativas, em especial o tambaqui, começam a ser estruturados e já têm grande demanda por parte do setor produtivo.

Esforços estruturantes para a consolidação de núcleos de seleção e melhoramento genético são essenciais para o desenvolvimento sustentável da aquicultura brasileira. Este projeto segue nessa direção ao buscar a implantação da base para o desenvolvimento de um futuro programa de melhoramento genético de tambaqui na Embrapa.

Serão implementados na região amazônica (nos estados do AM, RO e TO) núcleos satélites de reprodutores de tambaqui com germoplasma qualificado. Pretende-se utilizar tecnologias moleculares para qualificação de germoplasma, no que se refere à diversidade genética, pureza específica e relações de parentesco do plantel. Um possível ganho direto aos piscicultores, que terão seu germoplasma certificado, agregando, assim, valor à produção de formas jovens da espécie.

O projeto compõe o Projeto Integrado da Amazônia (PIA), financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente.

EMBRAPA

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