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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Cidades do Sertão cearense preveem agravamento da crise hídrica com possibilidade de chuvas escassas

Cidades do Sertão cearense preveem agravamento da crise hídrica com possibilidade de chuvas escassas

Nesta sexta-feira (22), Cagece e Cogerh se reúnem para traçar metas e avaliar o risco de crise hídrica caso ocorram recargas inexpressivas nos açudes estratégicos para o abastecimento das cidades do Estado.

Legenda: Comunidades rurais dependem de carros-pipas para terem acesso a água
Foto: Wandenberg Belem

Seis cidades enfrentam crise hídrica no Estado conforme lista da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), divulgada no último trimestre do ano passado. Outras 10 estão em situação de emergência decretada pelo Governo Federal devido à estiagem – soma-se a essa lista o Município de Monsenhor Tabosa, única a integrar as duas relações. Em comum entre todas elas estão as regiões as quais são situadas. 

Situação de emergência

  • Cedro 
  • Deputado Irapuan Pinheiro
  • Itapajé
  • Jaguaretama
  • Madalena
  • Milhã
  • Mombaça
  • Monsenhor Tabosa
  • Parambu
  • Quixeramobim e
  • Solonópole. 

Sertão Central, Inhamuns, Centro-Sul, localidades onde o acesso à água é difícil, conforme ilustra a agricultora Sandra Batista, de 39, moradora da comunidade Recanto do Odilon, na zona rural do Cedro.

“A gente sobrevive graça a águas de cisterna e carros-pipas".

Mesmo quando chove acima da média, a comunidade padece. “Nos últimos dois anos a chuva até que foi boa, mas a terra estava muito seca, foram muitos anos de estiagem”.  

O também morador da comunidade, Rosivaldo Gomes Ferreira, 51, explica que os açudes não conquistaram recarga e a solução é apelar para os carros-pipas.

“É muito sofrimento, aqui a água é difícil, até quando cavam poços, é difícil encontrar. Olha, tem seca que a gente anda 20 km para pegar água. É muito difícil”. 

O desabafo do agricultor ilustra uma cena que, infelizmente, não deve mudar neste ano. O secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, já havia ressaltado ontem que essas “localidades devem receber poucos volumes de chuva”.

Sua análise para o futuro não é igualmente desanimadora. “Eventos de seca deverão ser cada vez mais recorrentes e cada vez mais extremas”, disse ele, ancorando-se em estudos de mudanças climáticas realizadas por órgãos meteorológicos.  

Legenda: Açudes no Sertão cearense não conquistaram recarga hídrica suficiente. Com cenário futura de poucas chuvas, situação pode se agravar ainda mais
Foto: Wandenberg Belem

Reforço 

Em Cedro,  o chefe de gabinete da prefeitura, Marcos Pitombeira, disse que o “Município tem investido na perfuração de poços e cisternas, além de ofertar assistência por meio de carros-pipas”. Essas ações, no entanto, precisam ser expandidas. Teixeira garantiu que o governo do Estado está "com olhar mais atento para essas localidades que sofrem historicamente com a estiagem".

"Não dá para depender só da chuva. Quando ela não chega, como tem acontecido ultimamente, a gente fica no sofrimento", adverte o agricultor de Monsenhor Tabosa Oliveira Holanda. O sofrimento a que se refere pode ser exemplificado em números. 

O açude do Município permanece seco e os cerca de 17 mil habitantes têm sido abastecido por 30 poços profundos perfurados pelo governo do Estado nos últimos três anos. Para ampliar as ações e traçar metas, a Cagece e Cogerh se reúnem amanhã, dia 22, com o objetivo de atualizar a lista de cidades em crise hídrica do Estado. 

O diretor de Operações para o Interior da Cagece, Hélder Cortez, reforça que o objetivo do encontro é "avaliar o risco de crise hídrica caso ocorram recargas inexpressivas nos açudes estratégicos para o abastecimento das cidades na próxima quadra chuvosa”.

Cidades em crise de abastecimento, conforme a Cagece:

  • Monsenhor Tabosa,
  • Choró,
  • Caridade,
  • Mulungu,
  • Salitre,
  • Pedra Branca.  

Há um ano, essa lista tinha onze municípios:  Acopiara, Itapiúna, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Parambu, Piquet Carneiro e Salitre, com sistemas geridos pela Cagece. Iguatu, Icó, Milhã e Quixeramobim, com sistemas geridos por unidades autônomos, os SAAEs.

Para reduzir a dependência da água da chuva, Teixeira aposta numa "gestão hídrica mais eficiente" e com intervenções permanentes. Ele cita a escavação de poços, construção de açudes e instalação de adutoras. A chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco é uma das principais apostar para garantir o abastecimento no Estado.

O Açude Castanhão, que responde por mais de 4 milhões de pessoas, deve receber as águas do Velho Chico já no início de março, conforme garantiu Francisco Teixeira.

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