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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Uso do amendoim forrageiro (Arachis pintoi cv. Belomonte) em pastagens consorciadas com gramíneas no Acre

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Foto: VALENTIM, Judson Ferreira

A diversificação de pastagens, com a introdução do amendoim forrageiro nos sistemas de produção tradicionais da Amazônia é uma alternativa para melhorar a qualidade do pasto na região, com o aumento da fertilidade do solo, em decorrência da fixação biológica de nitrogênio (FBN). Esta tecnologia consiste num conjunto de técnicas, informações e recomendações para formação de pastagens consorciadas com Brachiaria brazintha, Brachiaria decumbens, Brachiaria humidicola, Paspalum atratum cv. Pojuca, Panicum maximum cv. Massai e Cynodon nlemfluensis (Grama-Estrela Africana Roxa).

A tecnologia contribui para recuperar áreas de pastagens degradadas e viabilizar sistemas intensivos de produção de bovinos de corte com baixa emissão de gases de efeito estufa na Amazônia Legal. A adoção dessa tecnologia proporcionou um ganho na produtividade de aproximadamente 51,57%, em pastagens da grama-estrela-roxa (Cynodon nlemfunesis cv. Lua) consorciadas com amendoim forrageiro. O ganho de peso por animal por dia em pastagens consorciadas foi de 707g/animal/dia, enquanto que em pastagens solteiras o ganho é de 500g/animal/dia. A capacidade suporte da pastagem também aumentou, passando de aproximadamente 2,0 UA/ha, em pastagens solteiras, para de 3,59 UA/ha.

Quem ganha com isso

A redução de custos e ganhos de produtividade e rentabilidade proporcionados pela tecnologia beneficiou desde agricultores familiares até grandes pecuaristas.

O setor de insumos agropecuários foi beneficiado pelo aumento da demanda de produtos utilizados no processo de formação de pastagens de gramíneas consorciadas com leguminosas.

Os frigoríficos e consumidores foram beneficiados com a redução nos preços da carne bovina.

Abrangência geográfica

Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rondônia

Benefício econômico

O impacto econômico para o ano de 2015 foi estimado em aproximadamente R$ 214.225.312,00; sendo R$ 177.121.884,80 devido ao incremento da produtividade de carne e R$ 37.103.427,20 na economia com fertilizantes nitrogenados que deixaram de ser adquiridos para adubação das pastagens.

Em março de 2004, mais de 1 mil produtores já haviam adotado o amendoim forrageiro e implantado uma área de aproximadamente 65.000 hectares. Em 2015, a área total com adoção da tecnologia já havia alcançado 137.600 há. Assim a participação da Embrapa na fase inicial da implantação do amendoim forrageiro no Acre foi estimada em 50%.

A utilização das recomendações diminuiu a idade de abate de 36 para 30 meses, em novilhos Nelore, e de 30 para 24 meses, em novilhos cruzados de Nelore x Aberdeen Angus. Isso permite reduzir a emissão de metano por quilograma de carne produzida entre 17% e 20%.

Prática agropecuária: Prática agropecuária Ano de Lançamento: 2001

Bioma: Amazônia

Unidade Responsável: Embrapa Acre

Unidades Participantes: Embrapa Acre

Onde Encontrar:
 Embrapa Acre
Rodovia BR-364, Km 14 (Rio Branco-Porto Velho)
Caixa Postal: 321
Rio Branco-AC – CEP: 69900-970
Fone: (68) 3212-3200
Fax:(68) 3212-3284

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