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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Uece produz embriões clones de veado-catingueiro, em risco de extinção em alguns estados

 


O Laboratório de Fisiologia e Controle da Reprodução (LFCR) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), produziu embriões clones do veado-catingueiro, em risco de extinção em alguns estados brasileiros. A pesquisa foi publicada no periódico internacional Cellular Reprogramming.

O veado-catingueiro é uma pequena espécie de cervídeo neotropical, pesando em torno de 18 kg e com altura média de 50 cm. A espécie se distribui ao sul da região amazônica até o Uruguai e a porção central da Argentina, ocupando o leste das regiões pré-andinas da Bolívia e Argentina até a costa Atlântica do Brasil.

“Em alguns estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, a espécie é considerada em risco de extinção. Este trabalho tem grande importância, pois confirma que a transferência nuclear de células somáticas interespecífica (TNCSi) pode ser ferramenta útil na conservação de espécies”, destaca o pesquisador do LFCR e professor da Faculdade de Veterinária (Favet/Uece), Vicente Freitas.

Com o objetivo de ajudar na conservação desta e de outras espécies de cervídeo encontradas no Brasil, o Laboratório realiza pesquisas sobre o uso da TNCSi, ou seja, a clonagem de indivíduos utilizando células da pele do veado-catingueiro e óvulos de animais domésticos (vacas e cabras). “A importância desta técnica é obter a clonagem sem a necessidade de colher óvulos de uma espécie silvestre de difícil manejo e com uma população diminuta”, explica Vicente.

Neste trabalho foram obtidos os primeiros embriões clones de um cervídeo neotropical. Utilizando óvulos de cabras chegou-se até ao estágio de mórula (primeiro estágio da embriogênese), enquanto ao usar óvulos de vacas, os embriões se desenvolveram mais e alcançaram o estágio de blastocisto, isto é, momento adequado para realizar a transferência para o útero de uma fêmea receptora.

O trabalho foi parte da tese de Lívia Magalhães, que realizou seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV/Uece), sob orientação do professor Vicente Freitas e coorientação do professor José Maurício Barbanti Duarte (UNESP).

UECE

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