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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Novos zoneamentos do sorgo granífero e do milheto orientam produção agrícola


 

O Zarc indica os períodos de menor risco para o plantio. As duas culturas são alternativas para sistemas agrícolas em sucessão.

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) as Portarias de 303 350 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultivo do sorgo granífero e do milheto.

O Zarc tem o objetivo de indicar períodos de menor risco para o plantio, reduzindo a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. Dessa forma, permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

O atual zoneamento agrícola de risco climático para o sorgo passou por grandes alterações. “Uma mudança fundamental foi a geração do Zarc específico para o sorgo granífero”, diz o pesquisador Daniel Pereira Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo. A partir de 2021 será disponibilizado o Zarc para o sorgo forrageiro, que estará direcionado principalmente para a fabricação de forragem para a produção animal, tanto na forma de pastejo como silagem.

Outra importante inovação nos estudos do zoneamento refere-se ao uso de coeficientes de cultura, que são indicadores da demanda hídrica ao longo das fases de crescimento, incorporando as características de tolerância à seca e permitindo que as áreas de risco sejam coerentes com os sistemas de produção usados nas diferentes regiões brasileiras.

A inclusão de faixas de temperatura adequadas para o desenvolvimento dos cultivos contribui para evitar a baixa produtividade em locais de baixas temperaturas, em função da sensibilidade térmica do sorgo granífero e do milheto. “O uso de excesso de água como fator limitante ao crescimento do sorgo granífero e do milheto contribui para os riscos de perdas ocasionadas pela intolerância ao encharcamento do solo e para o impedimento do cultivo em condições propícias ao surgimento de doenças, favorecendo também a maior longevidade das cultivares lançadas no mercado de sementes”, explica Guimarães, que é responsável pelo Zarc das duas culturas no Brasil.

Por serem culturas que apresentam características de tolerância à seca e boa adaptabilidade, todos os Estados brasileiros foram contemplados com portarias de Zarc de sorgo e milheto.

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