Clique aqui na imagem e ouça a Web Rádio ao vivo

Pages

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Especialistas apontam cenário favorável para chuvas com La Niña

Especialistas apontam cenário favorável para chuvas com La Niña

Os principais institutos de meteorologia do Brasil confirmam a consolidação do fenômeno que pode favorecer precipitações no semiárido nordestino. A tendência, hoje, é de boa quadra chuvosa em 2021, destacam meteorologistas

Legenda: O sertanejo volta seu olhar, de fé e esperança, ao céu, na torcida por boas chuvas
Foto: Honório Barbosa

A natureza tem suas próprias verdades, é fato. Apesar de exaustivos estudos e previsões conduzidos pelo homem, é impossível afirmar com precisão matemática quando e com qual intensidade ocorrerá um determinado fenômeno natural. No entanto, é possível, com a análises de múltiplos fatores, apontar uma direção. Quando se trata de chuva, dois fenômenos - El Niño e La Niña - norteiam o cenário pluviométrico da estação chuvosa no Ceará.

Apesar de não serem os únicos sistemas indutores (ou inibidores) de pluviometria, é neles que o sertanejo se apega. Quando há ocorrência da La Niña ou neutralidade, as chances de boas chuvas no Semiárido nordestino são maiores. Em 2021, portanto, a esperança de bons índices foi renovada. Isso porque os principais institutos de meteorologia do Brasil confirmam a consolidação deste fenômeno.

La Niña é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial (0,5°C ou menos, abaixo da média). Essa condição é um dos indicadores à ocorrência de boas chuvas.

"É um bom indicativo para o início da quadra chuvosa", ilustrou o meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), Diego Jatobá. Segundo ele, La Niña vai influenciar, também, "as chuvas na pré-estação, no Ceará". Apesar do tom de otimismo, ele ressaltou, entretanto, ser "necessário destacar que é um fenômeno de rápida duração e de baixa intensidade", e que ainda pode se modificar até o fim do ano.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), do governo norte-americano, segue a mesma análise do Inpe, mas aponta que o fenômeno ainda está "com fraca intensidade". Conforme o Inpe, até o momento, o estudo aponta que La Ninã deve permanecer durante o verão no Hemisfério Sul (início do ano, no Ceará), e perder força a partir da segunda quinzena de março. O meteorologista da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Humberto Barbosa, no entanto, observa que esse grau de intensidade pode mudar para melhor.

"Até o momento, temos um cenário favorável, uma La Niña moderada, mas ganhando força. Só o fato de não termos El Niño (aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico) é um bom indicador", explica.
Outro meteorologista que prevê a atuação da La Niña até os meses de março e abril é Flaviano Fernandes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). "Olhando para o quadro, agora, está muito favorável, mas vamos depender mais uma vez do Atlântico", afirmou. "Se o Atlântico Sul ficar mais quente do que o Norte, então teremos chuvas intensas, mas essa resposta só teremos em janeiro", avalia.

Barbosa, vai além da ocorrência da La Niña. Ele chama a atenção para o aspecto da Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), um fenômeno climático de caráter cíclico que influencia diretamente as transformações climáticas da Terra, de longa duração. A ODP está negativa, ou seja, diminuição da temperatura das águas superficiais do Pacífico Equatorial, o que é bom para o Nordeste. "É um outro dado favorável à ocorrência de chuva pois favorece a La Niña". Apesar do bom prognóstico, os institutos são uníssonos ao afirmarem ser preciso seguir o monitoramento para identificar a definição da temperatura das águas do Oceano Atlântico Tropical Sul. A Funceme, por sua vez, disse que divulgará as análises e previsões "próximo ao fim do ano".

Impacto

Após seis anos de chuvas abaixo da média, o Ceará registrou, nos últimos três anos (2020, 2019, 2018) pluviometria dentro ou acima da média histórica. Além de melhorar o cenário hídrico nos açudes e, consequentemente, reduzir o drama no abastecimento em centenas de localidades do interior, as boas chuvas convergem a uma melhor safra. Os números corroboram.

Em 2020, segundo o IBGE, a safra de grãos foi a segunda melhor dos últimos dez anos, ficando atrás apenas de 2011. Se confirmado o prognóstico de, mais uma vez, pluviometria acima da média em 2021, o cenário tende a ser ainda mais animador. "A matemática é simples, quando há boas chuvas, temos boa safra", pontuou o diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos. Ele, no entanto, diz não ser possível fazer nenhuma projeção de colheita para 2021. "Ainda é cedo para isso".

Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Redes Sociais

. Twitter Google Plus Email Twitter Facebook Instagram email Email

As Mais Lidas do Site

Sebrae

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

Blog do Rogério Gomes

Olhar Munipal com Fábio Tajra

Acordeon para iniciantes

Tempo Agora em Fortaleza

Ouça no Rádios Net

Total de visualizações do Site