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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Safra do Caju contraria expectativas de produtores em Beberibe



Historicamente, a safra do caju tem início em meados de julho, porém, por conta de fatores climáticos como chuvas prolongadas e os fortes ventos, de forma atípica, o início de setembro marca o início da cajucultura em 2020. Maior produtor do Estado, com cerca de 30 hectares de plantação, Beberibe (a 85km de Fortaleza) vive a expectativa de aquecer a economia local com a atividade. Porém, na visão de alguns produtores, o início da safra tem sido desanimador.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, a safra de caju de mesa no Ceará foi de 12,2 mil toneladas. Para este ano, a estimativa inicial era de 12,8 mil toneladas. Em Beberibe, só no ano passado foram 2,8 mil toneladas de castanha e 5 mil toneladas de caju de mesa, fora os frutos exportados para a indústria. Segundo Alexandre Belém, engenheiro agrônomo ligado à Secretaria de Agricultura de Beberibe, estes dados levaram a movimentação de mais de R$ 19 milhões com no município. “Foi uma safra regular, devido a quadra chuvosa dentro da média, que movimentou o PIB do município”.

O engenheiro agrônomo expõe, ainda, as perspectivas para a safra 2020. “Em algumas localidades como Palmeira, Umari, Lagoa Funda da Sucatinga, o pessoal já começou a colher. Em outras regiões ainda tá um pouco atrasado devido o alongamento do inverno. Mas estamos com boas perspectivas de colheita tanto da castanha, quanto do caju”.

Produtor de base familiar de Beberibe, Mariano Ribeiro conta que falta incentivos do poder público para os profissionais que vivem da cajucultura em Beberibe. Ele relata, ainda, que o surgimento de uma praga vem contrariando as expectativas dos produtores. “A maior parte do meu sustento vem desse trabalho. Tá faltando ajuda, financiamento, fábrica que compre o produto. A safra se demonstrou ser boa, mas enfraqueceu. Apareceu um mal que chamam de ‘conchonilha’ que está atrapalhando muito. Mas pode ser que melhore”, explicou.

Ocimar Liberalino, outro produtor, aponta uma visão ainda mais pessimista para a safra 2020. “Muitas flores e maturis queimados. Está com cerca de 50% comprometida, pelo menos na minha propriedade. O meu sustento vem do caju, cerca de 95% vem dele. Falta incentivos, como no ano passado. Fomos na Prefeitura, que compram o fruto para merenda escolar, e esse ano não compraram nada. Era um apoio que a gente tinha”, expôs.

Alexandre Belém explicou sobre a contribuição que é dada à categoria por parte da Secretaria de Agricultura Municipal. “Procuramos trabalhar em parceria com a Ematerce, Banco do Nordeste na questão de crédito, além de capacitações, em parceria com o Senar,  Federação da Agricultura, Sindicato Rural, promovendo capacitações, cultivo e manejo, incentivando pequenos e médios produtores. Hoje temos unidade certificadas pelo Ministério da Agricultura que podem vender sua cajuína para todo a rede de super mercado e para fora do Estado. Temos estrutura para dar início, ainda este ano, para os assentamentos rurais do município”.

Os detalhes foram levados ao programa “A Notícia do Ceará” pelo correspondente Nilson Lima. 

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