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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Metade das bacias hidrográficas do Estado estão em situação crítica de escassez de água

 Metade das bacias hidrográficas do Estado estão em situação crítica de escassez de água

Seis das 12 estão com volume hídrico abaixo dos 40%. O baixo acumulo de água nos açudes colocou os municípios de Choró, Monsenhor Tabosa e Pedra Branca em abastecimento crítico

Apesar da boa quadra chuvosa (fevereiro a maio) registrada neste ano, seis das 12 bacias hidrográficas do Estado estão em situação crítica para abastecimento de água, conforme a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH).

As bacias em criticidade são:

  • Banabuiú (13,9%);
  • Médio Jaguaribe (14%);
  • Curu (28,4%);
  • Alto Jaguaribe (31,7%);
  • Sertões de Crateús (38,9%);
  • Salgado (39,1%).

O secretário executivo da SRH, Aderilo Alcântara, explica que este cenário pode ser explicado pela irregularidade nas precipitações. 

“Uma das características do semiárido é a irregularidade das chuvas e há regiões que choveu bem, mas outras não houve recarga satisfatória nos reservatórios”, observou .

A estimativa da SRH é que até o fim deste ano, cerca de 80% dos reservatórios do Ceará alcancem o nível verificado em outubro de 2015, com volume médio de 15%. Atualmente, os 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) acumulam 34,2%.

Hoje o Ceará tem 26 açudes com volume acima de 90% e 52 inferiores a 30%. Dois reservatórios estão secos (Jatobá em Ipueiras; e Madeiro em Pereiro) e outros 12 em volume morto.

Abastecimento

Os municípios de Choró, Monsenhor Tabosa e Pedra Branca, no interior cearense, são os três classificados até o momento em situação crítica para o abastecimento de água de suas sedes urbanas. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e as prefeituras municipais definem, neste mês, ações para atendimento às famílias por meio de operação-pipa no núcleo urbano.

“Ao término da quadra chuvosa, o cenário já apontava dificuldades para o último quadrimestre do ano para essas três cidades, sendo que Monsenhor Tabosa continua sendo a mais crítica”, observou o diretor de operações para o interior da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), Hélder Corteza. 

Em Pedra Branca, o Açude Trapiá acumula apenas 3,4%. Em Monsenhor Tabosa, o açude homônimo, permanece seco, com apenas 0,5% de sua capacidade. A cidade com cerca de 17 mil habitantes é abastecida por cerca de 30 poços profundos perfurados pelo governo do Estado nos últimos três anos. Já o reservatório Pompeu Sobrinho, em Choró, está com 5,2%.

A Cedec informou que mesmo em períodos mais críticos verificados nos últimos quatro anos nenhuma cidade ficou sem abastecimento alternativo. “Temos a Operação Pipa para os centros urbanos que é atendida pela Defesa Civil estadual em parceria com a coordenadoria municipal, após reconhecimento de decreto de emergência e elaboração de um plano de trabalho”, explicou o coronel dos Bombeiros Militares, Roldaine Pereira.

Há dois anos, a situação de criticidade para abastecimento era mais grave, com 46% centros urbanos em situação crítica de abastecimento e risco de colapso.

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