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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Condições meteorológicas do segundo semestre colaboram para aumento das queimadas no Ceará

O segundo semestre do ano no Ceará é marcado pelo aumento das queimadas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o pico de registros costuma ser em novembro.
O avanço dos casos a partir do mês de agosto costuma ocorrer em decorrência das condições naturais e também por ação humana. Entre os principais fatores meteorológicos estão as altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar.
“A própria redução ou ausência de chuvas também contribui, pois torna a vegetação seca, transformando-se em combustível para o fogo. Depois que uma queimada ou incêndio florestal começa, os ventos mais forte deste período também ajudam a alastrar as chamas”, explica a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.
Imagens de satélite são usadas para monitorar os chamados focos de calor, que é o termo usado para interpretar o registro de calor captado na superfície do solo pelos sensores espaciais. Até o momento, o Inpe registrou 250 focos ativos de calor no Ceará.
“93% dos focos costumam ocorrer entre agosto e dezembro. Em 2020, só no mês de julho foram registrados 63 focos no Ceará, é três vezes a média mensal e um dado maior do que o observado em julho do ano passado, quando 18 focos foram identificados no estado”, reforça Sakamoto.
Pesquisas
Em 2019, a Funceme apontou áreas de 20 municípios com alto risco de incêndios florestais. De acordo com o pesquisador Manuel Rodrigues de Freitas Filho, coordenador do projeto e supervisor do Núcleo de Estudos Básicos da Funceme, o estudo levou em consideração mapeamentos temáticos do estado realizados pela Funceme, tais como: cobertura vegetal natural, uso e ocupação da terra, unidades de paisagem, pluviometria média anual e índice de vegetação.
As áreas com maiores riscos estão situadas predominantemente nas regiões do médio Jaguaribe, Inhamuns e Centro-Norte do estado. Nestes locais, onde é comum a prática agropecuária, a pluviometria média anual varia entre 700 e 800 milímetros, o que colabora para o índice de vegetação extremamente seco.
“As áreas classificadas com os maiores riscos de ocorrência de incêndios florestais no Ceará  são as que foram registradas os menores índices de chuva e que, ao mesmo tempo, são ocupadas pela vegetação natural de caatinga, a qual tende a ficar em uma condição muito seca no decorrer do segundo semestre”, reforça o pesquisador da Funceme.
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