Clique aqui na imagem e ouça a Web Rádio ao vivo

Pages

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Projeto-piloto para estimular a contratação de seguro rural teve adesão de quase 10 mil produtores do Pronaf



No total, foram aplicados cerca de R$ 38 milhões em subvenção para a contratação de apólices de seguro.


projeto-piloto de subvenção ao prêmio do seguro rural em 2020 resultou na contratação de 10 mil apólices, o que representou uma área segurada de aproximadamente 282 mil hectares e um valor segurado de R$ 937 milhões. O projeto é voltado para operações enquadradas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para as culturas de milho 1ª safra, soja, banana, maçã e uva, no âmbito do Programa de Seguro Rural (PSR). 

A iniciativa, que teve como objetivo fomentar a contratação de seguro rural para o público do Pronaf, contou com a participação de oito seguradoras que comercializaram apólices em 11 estados do país. Os resultados preliminares foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

“Ficamos contentes com os resultados alcançados, o número de interessados foi bastante significativo, isso demonstra que as contratações de seguro rural têm potencial para crescer junto a esse perfil de produtor, que em muitos casos ainda não conhece como funciona esse mecanismo de mitigação de riscos”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola. 

As contratações se concentraram nos estados do Paraná (46%), Rio Grande do Sul (34%) e Santa Catarina (13%), mas também ocorreram nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins. 

“Considerando o resultado deste ano, tudo indica que devemos manter esse projeto em 2021”, ressaltou Loyola. 

O projeto-piloto teve R$ 40 milhões disponibilizados para milho 1ª safra e soja e R$ 10 milhões para banana, maçã e uva. O percentual de subvenção ao prêmio diferenciado (fixo) foi de 55% para milho 1ª safra e soja (55%) e 60% para as demais culturas. 

Contratação 

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural. 

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS.

Ouça o áudio do Mapacast que explica o funcionamento do PSR   

imprensa@agricultura.gov.br

Share:

Dia de Campo na TV - Geração de energia elétrica e produção de biofertilizantes a partir de dejetos da atividade pecuária



Dia de Campo na TV - Geração de energia elétrica e produção de biofertilizantes a partir de dejetos da atividade pecuária

A geração de energia elétrica e a produção de biofertilizantes a partir dos dejetos da atividade pecuária já é uma realidade na bovinocultura de leite no Brasil.

Depois de algumas experiências frustradas nas décadas de 1970 e 1980, os produtores que adotam sistema de confinamento, no qual o gado é criado em grandes estábulos, passaram a gerar a própria eletricidade consumida na fazenda e, em alguns casos, até a vender o excedente para as empresas de distribuição.

Utilizados em maior escala na suinocultura, os biodigestores, que transformam os dejetos oriundos dos sistemas de produção animal em biogás, estão se tornando cada vez mais presentes na pecuária de leite, gerando energia para atender às necessidades da fazenda e agregando valor à atividade.

No Dia de Campo na TV desta semana, você vai ver como produção de biogás em fazendas leiteiras voltou a ser tema de pesquisa da Embrapa Gado de Leite (MG), desta vez utilizando o modelo canadense.

 

 

Saiba como sintonizar.

No site http://www.embrapa.br/diacampo você acessa a grade completa da programação, além de reportagens dos programas.

 

 

Rubens Neiva (MTB 5445)
Embrapa Gado de Leite

Share:

Projeto sobre curativo à base de nanocelulose de pínus leva pesquisadora paranaense a final de premiação



A bolsista Francine Ceccon Claro, da Embrapa Florestas/UFPR, é finalista da etapa regional (Brasil) do Prêmio Blue Sky Young Researchers and Innovation Award 2020-2021, promovido pelo International Council for Forest and Paper Associations (ICFPA). No dia 14/12, acontece a cerimônia de apresentação dos cinco finalistas e apresentação dos três vencedores da etapa brasileira. Além de prêmio em dinheiro, o vencedor concorre na etapa internacional em 2021, durante a CEOs Roundtable do ICFPA. A etapa Brasil é coordenada pela Indústria Brasileira de Árvores - Ibá.

A pesquisadora estudou e desenvolveu um curativo de baixo custo para tratamento de feridas, especialmente queimaduras. A membrana é feita a partir de nanocelulose de pínus. Além de matéria-prima renovável e sustentável, esta membrana pode ser até mil vezes mais barata que os curativos atualmente disponíveis no mercado.

O estudo fez parte do projeto “Bionanocompósitos – Obtenção de nanoestruturas a partir e fontes florestais”, atividade coordenada pela Embrapa Florestas (Colombo, PR), e foi realizado durante o mestrado em Engenharia e Ciência dos Materiais na Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o trabalho sendo desenvolvido no Laboratório de Tecnologia da Madeira da Embrapa Florestas, sob orientação do pesquisador Washington Magalhães.

Depois do trabalho em laboratório, a Embrapa Florestas, Instituto Senai de Inovação - Biossintéticos e Fibras, e Zinux firmaram uma parceria para o desenvolvimento do projeto em escala piloto de produção contínua. Em dois anos, o produto deverá chegar ao mercado. Segundo Washington Magalhães, com a produção industrial surgem novos desafios, como, por exemplo, a esterilização do produto, que requer métodos diferenciados de acordo com a escala. 

Este trabalho também foi finalista do prêmio “Jovem Inovador dos BRICS”, do BRICS Young Scientist Forum, evento integrante do Encontro de Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Prêmio mundial busca inovação para indústria de base florestal e sua cadeia produtiva

O prêmio Blue Sky Young Researchers tem o objetivo de selecionar jovens e projetos inovadores que possam contribuir para o desenvolvimento da indústria florestal mundial sob a ótica de pesquisa e desenvolvimento, inovação e melhorias de processos que beneficiem a indústria de base florestal e sua cadeia produtiva. Neste ano, o Prêmio Blue Sky Award tem como tema “Impulsionando a bioeconomia florestal: soluções baseadas na natureza rumo a uma economia de baixo carbono”.

O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Ibá no Youtube.

Katia Pichelli (MTb 3594/PR)
Embrapa Florestas

Share:

Sem concessão, modelo de operação deve ser chave à Transposição

 

Sem concessão, modelo de operação deve ser chave à Transposição

Desistência da privatização do projeto é vista com bons olhos por produtores locais. Para viabilizá-lo, especialistas recomendam foco em preços para consumo energético, direcionamento dos recursos hídricos e modelo de gestão

Legenda: Especialistas apontam que o Governo precisará ouvir as entidades civis para definir modelo da transposição
Foto: Helene Santos

Tida ainda como incerta, a decisão do Governo Federal de desistir do processo de privatização da transposição do Rio São Francisco foi recebida como algo positivo por representantes do agronegócio cearense. Contudo, o sucesso do projeto, que deverá ser tocado pelo Poder Público, seguirá dependendo da definição do modelo de gestão do equipamento e utilização dos recursos hídricos nos quatro estados nordestinos que deverão ser beneficiados após a conclusão.

“É acertadíssima (a decisão do Governo Federal de não privatizar a transposição)”, disse o produtor agrícola, engenheiro e membro do conselho estadual sobre recursos hídricos, João Teixeira. Ele comentou uma informação publicada pelo jornal Folha de São Paulo de que algumas divergências entre ministérios deverão fazer o Governo Federal desistir do processo de concessão da transposição. A medida deverá ser confirmada ainda nesta semana durante reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

“Em todos os países que a gente tem conhecimento, como nos Estados Unidos, França e Israel, o eixo de transposição ou sistema de água é de múltiplos usos, para consumo animal, indústria e outros, e o ente público age com os usuários, que fazem uma administração conjunta”, disse Teixeira. “Nós não temos nenhum modelo que usa o projeto totalmente privatizado, temos modelos mistos, não tendo foco no lucro, porque na hora que você privatiza, a empresa precisa de lucro e isso pode encarecer a tarifa de água. O ente privado não tem autoridade de polícia também, então o Estado tem de estar presente”, completou. 

> Sucesso da concessão da Transposição depende de modelo adotado

> Custeio da operação da transposição do São Francisco ainda é incerto

> Liberação regular de águas do São Francisco no Ceará ainda permanece indefinida

> Transposição do Rio São Francisco tem histórico marcado por paralisações

O empresário ainda comentou que o Governo precisará ouvir a sociedade civil, assim como entidades de classe (agronegócio e indústria), e os governos estaduais para conseguir definir um modelo de gestão para viabilizar o projeto. Ele comentou que será preciso garantir que o fornecimento de energia para a operação da transposição seja competitiva, apresentando custos semelhantes aos destinados às distribuidoras no Sudeste do País.

“Precisamos discutir o modelo de gestão do projeto e ter garantido uma cota de energia do sistema Chesf a preços que são fornecidos às distribuidoras de energia no Sudeste, que recebe preços reduzidos. Se esse preço for igual aqui para o ente que gerencia o projeto, você já viabiliza ele”, disse.

A opinião é corroborada pelo economista Alex Araújo. Ele ponderou ainda que não haveria muitas diferenças entre as gestões da iniciativa privada e do Poder Público, se o modelo de operação foi definido de forma a otimizar a utilização dos recursos hídricos. Segundo Araújo, ao definir a melhor maneira de usar as águas da transposição, o Governo poderia construir um modelo de gestão que seja capaz de viabilizar todos os usos necessários, considerando a produção agrícola, uso animal, produção industrial e consumo humano.

“Questões de sistema como esses da transposição têm uma relação forte com o custo de manutenção. Se ele for muito pesado, ele pode ser uma restrição ao Poder Público pelo problema fiscal que o Governo Federal tem hoje, mas seria preciso conhecer os dados e definir melhor como o uso da água será feito para se definir esse modelo de operação sem a iniciativa privada”, apontou Araújo. 

Modelo

Já o presidente da Câmara Setorial do Agronegócio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), José Amilcar, defendeu que a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) possa custear parte da operação da transposição no Estado. Amilcar apontou que o Governo Federal poderia negociar com os governos estaduais que as empresas públicas de gestão hídrica possam pagar por uma parte do projeto. A medida levaria a água da transposição para a Capital, deixando os recursos dos reservatórios para o agronegócio cearense.

Share:

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

MDR lança cartilhas com melhores práticas para o setor da construção civil

Informações são voltadas a fabricantes, construtoras e consumidores. Publicações detalham os sistemas e os caminhos para consulta e adesão ao Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).

Construção civil

Brasília (DF) – O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) é uma ferramenta do Governo Federal que, há 20 anos, busca garantir dois pontos cruciais no contexto da habitação de interesse social: qualidade, com obras seguras e duráveis; e produtividade, a partir da sua modernização do setor da construção civil. Para isso, é necessário o engajamento de todos os públicos envolvidos no processo: construtores, projetistas, fornecedores, fabricantes de materiais, bem como os próprios consumidores.

O PBQP-H se propõe a gerar um ambiente de isonomia competitiva. Para isso, conta com a participação ativa dos segmentos da cadeia produtiva, agregando esforços na busca de soluções com maior qualidade e menor custo para redução do déficit habitacional no país.

Uma das principais críticas do setor, porém, era a falta de comunicação do programa. Diante desse desafio, o MDR elaborou e atualizou documentos explicativos e criou um site exclusivo. Esse esforço pretende não apenas ampliar a divulgação, mas trazer mais empresas para esse ambiente de certificação. Atualmente, 1.894 construtoras estão certificadas e a meta é chegar em 3 mil.

Neste sentido, o MDR elaborou três cartilhas explicativas, específicas para fabricantesconsumidores e construtoras, que detalham os sistemas e os caminhos para consulta e adesão, de maneira a dar ainda mais visibilidade à normatização e incentivar a adesão de mais agentes.

O MDR também está elaborando uma nova logomarca para o programa, de forma a contemplar todo o habitat urbano e não só as unidades habitacionais, já que o PBQP-H inclui também construtoras de outras áreas, como saneamento e pavimentação. O lançamento oficial tanto das cartilhas quanto da nova marca ocorrerá durante reunião do Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação (CTECH), no dia 7 de dezembro.

O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat

O PBQP-H é um instrumento de indução, construído sobre uma série de ações que buscam fortalecer todos os elos da cadeia produtiva por meio de três sistemas de adesão voluntária:

  • SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil), que fornece certificação de sistemas de gestão da qualidade de construtoras.
  • SiMaC (Sistema de Qualificação de Empresas de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos), que monitora conformidade na fabricação, importação e distribuição de materiais, componentes e sistemas construtivos utilizados na construção civil.
  • SiNAT (Sistema Nacional de Avaliação Técnica de Produtos Inovadores e Sistemas Convencionais), que avalia tecnologias inovadoras e de sistemas convencionais na construção civil.

Embora o programa tenha como alvo o benefício dos moradores das unidades habitacionais e a expansão das obras do Governo Federal, as empresas também tem muito a ganhar. Primeiramente, pelo poder de compra. Em todas as portarias emitidas aos bancos financiadores, a adesão ao programa é exigida. Além disso, ao se envolverem, as empresas também passam a melhorar sistematicamente seus processos e a qualidade dos produtos, levando a um ganho de produtividade e maior faturamento.

Os agentes do setor são um dos grandes parceiros do programa e os que têm papel decisivo no objetivo principal do PBQP-H, já que estão diretamente envolvidos na construção das moradias, levando qualidade e conforto para os usuários. E para ajudar a conquistar essa meta, as empresas atuam de três formas, a depender da sua oferta de serviço:

  • Construtoras: aderindo ao SiAC e implementando o sistema de gestão da qualidade.
  • Fabricantes, importadores e distribuidores de materiais, componentes e sistemas construtivos: participando de um Programa Setorial de Qualidade (PSQ) do SiMaC e tendo seus produtos ensaiados para verificação da conformidade em relação às normas técnicas brasileiras.
  • Proponente de produto inovador: trazendo sua inovação para o Sinat para que, após a avaliação de uma Instituição Técnica Avaliadora – ITA, possa ser utilizada com total segurança nas obras.

Além das empresas, as instituições parceiras são fundamentais para o aperfeiçoamento do programa. Sejam agentes financiadores e de fomento, de fiscalização, auditoria, órgãos do governo, entidades representativas ou a academia, todos contribuem com propostas para que as normas e regimentos sejam cumpridos, contemplando também as necessidades dos elos da cadeia.

Por fim, os próprios consumidores. Sejam construtores, lojistas ou consumidores finais, o simples ato de dar preferência pela comercialização ou compra de um material em conformidade fortalece todas as ações do PBQP-H.

ASCOM/MDR

Share:

Ematerce: Santana do Cariri-CE- maior produtor de abacaxi do Ceará

 O abacaxi (Ananas comosus) é originário da floresta amazônica e há milhares de anos, os povos indígenas o dispersaram pelas Américas. Naquela época, além de servir como alimento, os frutos eram utilizados para produção de bebidas alcoólicas (licor e vinho) e partes da planta serviam para o preparo de remédios. O abacaxi é uma fruta tropical amazônica que conquistou o mundo pelas suas qualidades de sabor, usos na culinária e na terapêutica. Os maiores produtores de abacaxi do mundo são a Costa Rica, Filipinas e Brasil.

O abacaxi é cultivado em todo o território nacional e grande parte da produção ocorre em pequenas propriedades, muitas delas com características de agricultura familiar. No entanto, os principais estados produtores de abacaxi são o Pará, Paraíba e Minas Gerais. O Ceará é o décimo quarto produtor brasileiro, com área plantada de 27 hectares sendo Santana do Cariri-CE, o maior produtor do Ceará, com produção de 436.000 frutos/ano. ( dados do IBGE e Embrapa- 2019).

Produtor, técnicos da Ematerce e da Secretaria Municipal de Agricultura de Santana do Cariri-CE visitam cultura de abacaxi.

No estado do Ceará, a maior produção concentra-se na região do Cariri, mais especificamente no município de Santana do Cariri-CE, cidade que fica na Região Metropolitana do Cariri, sobre a Chapada do Cariri, também conhecida por” Capital da Paleontologia”, a uma distância de 523 quilômetros de Fortaleza, com acesso em asfalto e a 37 quilômetros das cidades polos do CRAJUBAR (Crato-CE, Juazeiro do Norte-CE e Barbalha-CE). A economia do município tem como principais fontes a agricultura, a pecuária, turismo, os extrativismos vegetal e mineral, o artesanato e o comércio varejista.

No município de Santana do Cariri-CE, o abacaxi é plantado com a orientação dos técnicos da Ematerce e da Secretaria Municipal de Agricultura que, atualmente, orientam o cultivo de 34 hectares, em 17 propriedades rurais familiares, que cultivam, em média, 2,0 hectares da cultivar pérola. A produtividade média do abacaxi variedade pérola é de 175.000 frutos por hectare/safra e ocupa a mão de obra de 4,4 trabalhadores safra/ano. A cultura é financiada pelo PRONAF, através dos Bancos do Brasil e do Nordeste.

Campo de plantio de abacaxi em consorcio com mandioca.

O abacaxi produzido em Santana do Cariri-CE é de ótima qualidade e o plantio é feito em sequeiro, usando as raquetes oriundas do plantio anterior como sementes, diminuindo, assim, os custos de produção da cultura, afirmou o gerente do escritório da Ematerce, Joaquim Rodrigues.

No município, existe uma perfeita interação técnica entre a Ematerce e a Secretaria Municipal de Agricultura que juntas atendem a todos os produtores, com orientações técnicas na agricultura, fruticultura e também na pecuária. Os técnicos responsáveis pela assistência aos produtores familiares são: Joaquim Rodrigues (Ematerce), Fernandes Freitas (Ematerce) e Flávio Pontes (Secretaria). O Secretário Municipal de Agricultura é Cláudio Firmino.

A safra de abacaxi na região do Cariri cearense concentra-se nos meses de setembro/outubro, sendo comercializada nos municípios do CRAJUBAR, e também fornecida ao Programa de Aquisição de Alimentos -PAA- e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar- PNAE. Em 2020, o preço médio da unidade de abacaxi foi vendido a R$ 3,00 a unidade, valor considerado compensador pelo produtor. Em relação a 2019, no ano de 2020 houve um incremento de área plantada, passando de 27 para 34 hectares, sendo que, para 2021, o produtor está propenso a aumentar a área e consequentemente a produção, afirma o produtor Valdemiro dos Santos(Bibi).

É unanimidade entre os técnicos e os produtores de abacaxi que o fruto produzido na região de Santana do Cariri-CE é grande e doce, agradando muito aos consumidores. Acrescentaram ainda que, a produtividade obtida na atual safra foi ótima devido à regularidade das chuvas, ausência de pragas e doenças e à excelente qualidade das sementes. O preço também contribui para incentivar o produtor a aumentar sua produção visando a próxima safra.

ASCOM.

Share:

Ematerce: Governo do Ceará convocará concursados no início de 2021

Em live realizada no último dia (25), para divulgar os investimentos para o Projeto São José IV, o governador Camilo Santana anunciou a convocação dos aprovados no concurso público da Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) para o início de 2021. A notícia gerou uma grande expectativa e alegria por parte dos concursados e diretores, pois a empresa não realizava um concurso há 34 anos.

Com a homologação do concurso feita em 27 de dezembro de 2019, aguarda-se agora a publicação da convocação dos concursados pelo Diário Oficial do Estado. “Faz mais de 30 anos que não tinha concurso. Por conta da pandemia tivemos que adiar a convocação, mas, se Deus quiser, no início do ano vocês serão convocados para assumir essa importante função de levar assistência técnica para os nossos agricultores familiares”, afirmou o governador. “Esses novos concursados farão uma enorme diferença. Sabemos da importância que é a assistência técnica e a extensão rural”, comemorou De Assis Diniz.

Do total de 263 vagas, serão preenchidas 196 para profissionais de nível médio e 67 de nível superior, sendo os cargos de nível superior para economista, engenheiro agrônomo, engenheiro civil, engenheiro de pesca, engenheiro florestal, advogado, zootecnista, contador e veterinário, e de nível médio os cargos são de técnico em agroecologia, agroindústria, agronegócio, agropecuária, aquicultura, fruticultura, alimentos e irrigação. Mas ainda será divulgada quantos aprovados serão convocados nessa primeira etapa.

Ater e produtividade

A próxima etapa agora é a publicação da convocação pelo Diário Oficial do Estado, indicando todos os procedimentos como entrega de documentação, exames físicos, capacitação e treinamento. Para o presidente da Ematerce Antônio Amorim, esta é uma conquista muito marcante para os agricultores familiares, que poderão contar com a assistência técnica profissional mais intensiva.

“A produção de alimentos orientada e de resultados é o grande desafio na agricultura familiar. Com o acesso ao crédito e novas tecnologias e inovações e melhoras de condições de trabalho, temos certeza que alcançaremos novos índices de produtividade e qualidade. A realização do concurso e a consequente convocação é um compromisso do governador Camilo Santana com as mulheres e homens do campo, a consolidação de uma política pública de longo prazo, planejada e com resultados que são referências em todo o país”, comemorou Amorim.

ASCOM

Share:

Redes Sociais

. Twitter Google Plus Email Twitter Facebook Instagram email Email

As Mais Lidas do Site

Sebrae

Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

Blog do Rogério Gomes

Olhar Munipal com Fábio Tajra

Acordeon para iniciantes

Tempo Agora em Fortaleza

Ouça no Rádios Net

Total de visualizações do Site