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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ceará tem 50% de chance de receber chuvas abaixo da média entre fevereiro e abril, diz Funceme

 Ceará tem 50% de chance de receber chuvas abaixo da média entre fevereiro e abril, diz Funceme

As informações são do prognóstico meteorológico divulgado, nesta quarta-feira (20), pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos

Foto: Camila Lima

O Ceará tem 50% de probabilidade de receber chuvas abaixo da média histórica nos meses iniciais da quadra chuvosa, de fevereiro a abril de 2021. O prognóstico meteorológico divulgado, na manhã desta quarta-feira (20), pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontou ainda que o Estado possuí 40% de chances de precipitações em torno da normalidade e ainda 10% acima da média nos próximos três meses.  

Os modelos de previsão climática indicam a presença de um gradiente de chuvas sul-norte, acarretando, no Centro-Sul do Ceará anomalias negativas de chuvas que apontam para precipitações abaixo da normal. Já no Noroeste do Estado as anomalias positivas representam cenário mais provável de chuvas acima da média normal.

Em 2020, o órgão apontou a probabilidade de 45% de o Ceará ter chuvas acima do normal entre os meses iniciais da quadra chuvosa, de fevereiro a abril. O prognóstico ainda indicou 35% de chances de precipitações dentro do normal e de 20% para a categoria abaixo do normal. 

Foto: Honório Barbosa

O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) havia adiantado, por meio de nota, que a previsão climática para o primeiro trimestre deste ano é de chuvas acima da média no litoral da mesorregião Noroeste do Estado, com chuvas na faixa abaixo da média na mesorregião Sul. Nas demais localidades a instituição apontou que o esperado são chuvas próximas da climatologia

Na ocasião, o Cptec/Inpe ainda frisou que “as condições atuais da temperatura da superfície do mar (TSM) na região do oceano Atlântico Tropical Sul (ATS) seguem o padrão esperado para esta época do ano, portanto dentro da normalidade (climatologia). No entanto, a região do Atlântico Tropical Norte (ATN) persiste há alguns meses com anomalias positivas, ou seja, mais aquecida que o normal. De modo geral, se essas condições persistirem nos próximos meses, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) poderá se deslocar mais ao norte de sua posição climatológica neste período”. Informações da FUNCEME

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GOVERNO DIVULGA PLANO DE OPERACIONALIZAÇÃO PARA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

A partir das definições do Ministério da Saúde/PNI, a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará (SESA) apresenta o Plano Estadual de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, como medida adicional de resposta ao enfrentamento da doença, tida como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). Algumas definições contidas neste plano são dinâmicas, condicionadas às características e disponibilidade das vacinas aprovadas para o uso emergencial, e poderão sofrer ajustes tais como adequação dos grupos prioritários, população alvo, capacitações e estratégias para a vacinação.






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Vídeo mostra passo a passo para pasteurização do leite

 Processo de pasteurização lenta proporciona queijos artesanais saudáveis e com qualidade

 


Que tal pasteurizar o leite para produzir queijos artesanais com qualidade e segurança para o consumidor? Isso é o que mostra o vídeo da Embrapa publicado na terça (19) no YouTube, produzido em parceria com o Instituto de Laticínios Cândido Tostes, vinculado à Epamig.

Com foco principal nos pequenos produtores artesanais, o vídeo mostra o passo a passo do processo de pasteurização lenta, que é eficaz, simples e barato, consistindo no tratamento térmico do leite para eliminar os microrganismos que fazem mal à saúde, evitando a disseminação de doenças transmitidas pelo leite cru.

Com essa técnica, as características do leite são preservadas, permitindo a elaboração de queijos saborosos e saudáveis, com maior tempo de prateleira, além de evitar vários defeitos de fermentação indesejáveis. Esse processo ajuda a garantir queijos com mais qualidade e valor agregado, gerando mais renda para o produtor.

 

 

 

O vídeo demonstra que o processo pode ser realizado até mesmo numa cozinha doméstica, limpa e preferencialmente revestida com azulejos, com o fogão e geladeira disponíveis e utensílios e insumos simples e baratos, com cuidado na higiene de quem manipula e atenção na temperatura durante o aquecimento e resfriamento do produto.

Após o aquecimento controlado no fogão, monitorado com um termômetro, a colocação da panela com o leite no gelo faz a temperatura abaixar até os níveis indicados para cada tipo de queijo, 40°C para queijos sem fermento, como o queijo coalho e o frescal, e 32ºC a 34°C para queijos com fermento, como a muçarela, o minas padrão ou o queijo meia cura, por exemplo.

Em 2020, a Embrapa produziu com parceiros o vídeo sobre a produção de queijo coalho com higiene, também disponível no YouTube. Está acessível também, na Biblioteca Embrapa, um folder de 2018 sobre boas práticas na produção artesanal de queijo coalho.

Nova Legislação
É importante que os produtores atentem à nova legislação aprovada em 2019, que dispõe sobre a fiscalização na produção de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal.

Além de fiscalizar, o decreto nº 9.918, de 18 de julho de 2019, legisla sobre o selo Arte, que prevê que os serviços municipais e estaduais de fiscalização devem verificar os requisitos de boas práticas de fabricação e emitir o selo.

Mercado competitivo
A agricultura familiar responde por, aproximadamente, 64% do leite de vacas produzido, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017.

“O produtor de queijo, que pretende manter-se em mercado competitivo como o atual, precisa garantir a oferta de produto que, além de saboroso e nutritivo, seja seguro para o consumidor”, explica a pesquisadora Karina Neoob, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), que atuou na coordenação técnica dos vídeos.

“Essas características são importantíssimas para conquistar o consumidor que, muitas vezes, elege um único fornecedor de queijos, pois faz questão de oferecer à sua família alimento saudável”, complementa.

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Produtores de algodão devem cadastrar suas unidades para o plantio de 2021

 

Após o período do Vazio Sanitário do Algodão de 2020, os produtores no Ceará que forem iniciar o plantio em 2021 devem cadastrar suas unidades de produção em até 30 dias após a plantação. O cadastramento pode ser realizado através do site da Adagri, na aba Serviços , ou ainda baixando o aplicativo Produtor Adagri em seu smartphone. “Esse serviço on-line tem como objetivo agilizar o processo de cadastramento e regularização do produtor na Agência sem necessidade de deslocamento até um núcleo local”, reforça a diretora de prevenção da Adagri, Neiliane Borges.

A Adagri aproveita a ocasião e apresenta o balanço das fiscalizações do Vazio Sanitário, que aconteceu entre os dias 01 de outubro a 31 de dezembro de 2020, conforme a medidas fitossanitárias estabelecidas na Portaria n°022 de 27 de Fevereiro de 2020. Durante esse período foram fiscalizadas 265 propriedades produtoras de algodão, sendo que 64% estavam em conformidade e 36% não estavam em conformidade com a Portaria. As fiscalizações foram realizadas pela Diretoria de Prevenção da Adagri (Dipre), nos campos de produção nas regiões do Cariri, Centro Sul, Inhamuns, Sertão Central e Vale do Jaguaribe.

O gerente de Inspeção e Fiscalização Vegetal da Adagri, Gleyber Cartaxo, afirma que o procedimento foi adotado para reduzir a população do bicudo-do-algodoeiro, principal praga de importância econômica para a lavoura. “A adoção dessa medida só traz vantagens competitivas e viabiliza  comercialização de produtos algodoeiros para outros estados e no exterior, revitalizando e desenvolvendo a cotonicultura do Ceará”, conclui Gleyber Cartaxo.

ADAGRI

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Garantia-Safra: Governo libera auxílio para agricultores

 


Programa tem o objetivo de assegurar o sustento básico das famílias que têm perdas na lavoura devido a enchentes ou secas.

O Ministério da Agricultura publicou uma portaria nesta segunda-feira (18) que libera o pagamento do Garantia-Safra para 197 mil agricultores familiares de 249 municípios.

O governo vai desembolsar R$ 168 milhões para pagar os produtores em uma parcela única de R$ 850. Tradicionalmente, a União divide o pagamento em 5 parcelas de R$ 170,00, porém decidiu liberar o valor de uma única vez, em função da pandemia do coronavírus.

O programa tem o objetivo de assegurar o sustento básico das famílias que têm perdas na lavoura devido a secas ou enchentes.

Segundo o ministério, os valores serão liberados para agricultores dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí.

Os desembolsos do Garantia-Safra da temporada 2019/2020 ainda estão em curso. No ciclo anterior (2018/2019), o governo realizou pagamentos no valor de R$ 361 milhões a 425.404 agricultores. O valor representou um recuo de 18,7% em relação à safra 2017/2018, quando foram liberados R$ 444 milhões, a 522.425 produtores.

Garantia-Safra

O Garantia-Safra é disponibilizado para os agricultores que têm renda mensal de até um salário mínimo e meio e que morem em municípios que tiveram perdas de produção igual ou superior a 50%.

O Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

O agricultor que está com o benefício bloqueado deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra neste link, e verificar o motivo do bloqueio por meio da notificação que consta no perfil.

O agricultor terá até 30 dias, após essa segunda-feira (18), para se manifestar em relação ao bloqueio.

Enviado Por

DANIELLE NADER

Jornalista

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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Ceasa Cariri registra queda de 63,6% no preço do maracujá

 A semana se inicia com o preço de frutas e hortaliças em queda no entreposto da Ceasa no Cariri. No comparativo mensal, entre 21 de dezembro e 18 de janeiro, o preço do maracujá caiu -63,6%% e agora custa R$ 1,60/kg. Também retraiu o valor da ameixa (-47,5%), que saiu de R$ 20/kg para R$ 10,50/kg; o da acerola (-28,6%), de R$ 2,80/kg para R$ 2/kg; e do pequi (-33,3%), de R$ 18/kg para R$ 12/kg.

Outras quedas significativas, desta vez no setor das hortaliças, foram relação ao preço da cenoura extra (-16,7%) e da cenoura especial, que saíram de R$ 3/kg para R$ 2,50/kg e R$ 3/kg para R$ 2,60/kg; da batata doce (-11,1%), de R$ 1,80 para R$ 1,60/kg; e do repolho híbrido (-16,7%), de R$ 3/kg para R$ 2,50/kg. O tomate longa vida é destaque na queda de preço: saiu de R$ 4,60/kg para R$ 3/kg (-34,8%).

SDA

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Hora de Plantar já distribuiu duas mil toneladas de sementes em 54 municípios

Lançado em dezembro pelo governador Camilo Santana, o projeto prevê a entrega de 3.410 toneladas de sementes até fevereiro de 2021.

O Projeto Hora de Plantar 2020/2021 já distribuiu 2.169.470 kg de milho variedade e milho híbrido, feijão caupi e sorgo forrageiro em 55 municípios cearenses. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário, a iniciativa já concluiu a entrega dos armazéns de Barbalha, responsável pelo abastecimento de 14 municípios; Milagres, 18 municípios; Iguatu, 10; Tauá, 7; e, paralelamente, iniciou a entrega das sementes nos municípios atendidos pelo armazém em Crateús.

Lançado em dezembro pelo governador Camilo Santana, o Hora de Plantar prevê a entrega de 3.410 toneladas de sementes até fevereiro de 2021. A projeção do Governo do Ceará inclui atender cerca 155 mil agricultores familiares em 182 municípios beneficiados e entregará, ainda: 5 mil m³ de manivas de mandioca, 6,262 milhões de raquetes de palma forrageira e 736 mil mudas, entre frutíferas, de caju anão precoce e essências florestais nativas.

“Esse é um projeto que temos aqui no Estado desde a década de 80 e o Ceará é o único estado brasileiro a realizar uma iniciativa de distribuição de sementes de qualidade nesse porte, para que o nosso agricultor possa ter uma produção e um ganho econômico maior”, destacou o governador Camilo Santana durante a cerimônia realizada no Palácio da Abolição.

Ainda nesta semana, está previsto o início da entrega das sementes nos armazéns de Quixeramobim; e, já na próxima semana, a previsão é começar a distribuição a partir de Morada Nova. O armazém de Fortaleza, que atende as regiões Norte, do Maciço de Baturité e Metropolitana, tem início previsto ainda em janeiro.

Balanço


Nos últimos cinco anos, o Hora de Plantar já realizou a entrega de 15.662,89 toneladas de sementes, 35 milhões de raquetes de palma forrageira e 22.642 m³ de manivas de mandioca nos últimos cinco anos. A ação distribuiu ainda 1.814.159 mudas de caju anão precoce, 646.863 mudas de essências florestais nativas e 12.685 mudas de outras frutíferas.

“Em 2020, o Estado do Ceará deve superar uma safra agrícola de mais de 800 mil toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas e o Hora de Plantar é uma política pública decisiva para que possamos compreender este resultado”, opina o secretário de Desenvolvimento Agrário, De Assis Diniz.

Padrão de Qualidade




Um dos diferenciais do projeto é o alto padrão da semente, que é fiscalizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Recebo essa semente faz vinte anos. A diferença entre essa semente e o grão que a gente compra no mercado é que o milho que a gente recebe pela Ematerce brota mais rápido, cresce mais igual e vinga uma espiga maior – e a semente também é mais maior”, disse o agricultor Antônio de Noé, natural do município de Ocara. “Ela é o que me dá a segurança de que posso plantar: a gente sabe que a espiga é de qualidade”, conclui.

Além disso, a edição 2020/2021 expandirá o fornecimento de 6 para 90 toneladas a quantidade de milho biofortificado para 600 agricultores familiares do Estado. A cultivar BRS-4104, desenvolvida pela Embrapa, possui uma concentração de carotenoides precursores da vitamina A de 2,5 a 3,2 vezes maior do que os valores encontrados no milho comum, mesmo mantendo características como cor e sabor. O resultado é um alimento mais nutritivo e com potencial de combater problemas de visão e baixa imunidade, causados pela falta de vitamina A na alimentação humana.

“Como o milho é abundante na mesa dos nordestinos, na preparação do cuscuz, da canjica, da pamonha, de bolos ou mesmo do milho cozido, todos consumiriam automaticamente algo de maior valor nutricional”, justifica De Assis Diniz.

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Soja brasileira tem tecnologia para aumento de produção sem pressão por áreas de florestas

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O desenvolvimento de tecnologias próprias permite ao Brasil, líder mundial na produção de soja, produzir o grão com sustentabilidade e sem pressionar as áreas de florestas, mesmo considerando os cenários de aumento de demanda do grão nos próximos anos. A análise apresentada em 2019 por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) continua válida e responde parte dos questionamentos internacionais sobre o sistema produtivo brasileiro. Com o título “O aumento da produção brasileira de soja representa uma ameaça para a floresta amazônica?”, o estudo analisa se as perspectivas de aumento de demanda global, poderiam causar maior pressão sobre a floresta amazônica, como tem sido sugerido no ambiente internacional. 

O Brasil, líder na produção mundial de soja, produziu na safra 2019/20, 125 milhões de toneladas com grão. A soja ocupa aproximadamente 37 milhões de hectares e o aumento da demanda global e consequentemente da produção de soja é um desafio para o Brasil, que vai requerer engajamento de toda a cadeia produtiva. “A Embrapa e parceiros têm uma agenda ampla de tecnologias e pesquisas que garantem o crescimento sustentável da produção de soja brasileira, a principal fonte de proteína para o mundo¨, destaca Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja. 

“A aplicação de alta tecnologia e práticas sustentáveis, como o plantio direto na agricultura brasileira, têm permitido o incremento da produção por unidade de área. A recuperação de áreas, como por exemplo, pastagens degradadas, também tem permitido o aumento de produção. Existe muito espaço ainda para o Brasil continuar ajudando a alimentar o planeta sem pressionar áreas de preservação ambiental. A preservação de florestas nativas também é estratégica para o agronegócio brasileiro no aspecto social, econômico e ambiental”, explica Nepomuceno.

De acordo com Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja, e um dos autores do estudo, o Brasil tem sistematicamente projetado vários cenários internacionais de demanda do mercado de soja para as próximas décadas e desenvolvido estratégias para alcançar esses cenários de uma maneira sustentável. “O cultivo da soja no bioma Amazônico está absolutamente fora de qualquer cenário de expansão do volume de soja produzido no país, não apenas pelas questões ambientais e restrições legais, mas também por questões econômicas, de logística, técnicas e financeiras”, aponta Gazzoni.

Além de preservar a floresta como patrimônio nacional, o Brasil detém domínio tecnológico para dobrar a produção atual nas áreas que já cultivam soja ou recuperando áreas de pastagens degradadas. “Os incrementos da produção brasileira nos últimos anos estão diretamente associados às novas recomendações de manejo da cultura, ao potencial genético de cultivares e às novas perspectivas abertas pela combinação de áreas de pastagens degradadas em sistemas mais eficientes por meio da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF)”, explica. “O crescimento do volume de produção está muito mais baseado no incremento de produtividade do que no aumento da área plantada”, destaca.

O estudo conduzido pelos pesquisadores da Embrapa também comparou dados de desmatamento na região amazônica e a expansão da área usada para produção de soja no período de 2005 a 2018. De acordo com os autores do estudo, além do país possuir uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, a própria iniciativa privada estabeleceu rigorosos compromissos com a preservação do bioma amazônico. “A exploração dessas áreas para soja não são adequadas nem ambientalmente e nem economicamente”, explica Gazzoni.
 

O estudo exemplifica também como, nas últimas décadas, o Brasil incrementou sua produção agrícola.  Entre os exemplos apontados pelo crescimento sustentável da produção, estão as tecnologias que permitiram melhoria das pastagens pela inserção da agricultura na recuperação do solo, entre eles o iLPF, estimado em  11,5 M de ha em 2016. Outra inovação da agricultura tropical foi o processo de intensificação agrícola, ou seja, o uso de dois, às vezes três, ciclos de cultivo por ano, na mesma área (safra e safrinha), o que implica reduzir a área necessária para a mesma produção agrícola, também chamado de “efeito poupa-terra”.

O pesquisador Marco Nogueira, também autor do estudo, ressalta que o sistema de produção brasileiro está ancorado em tecnologias que são ambientalmente favoráveis. “Entre elas estão a fixação biológica do nitrogênio (que dispensa adubo nitrogenado e por isso diminui as emissões de gases de efeito estufa e a contaminação de lençóis freáticos com nitratos), o plantio direto (que conserva o solo, retém água e fixa carbono), técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, que formam um conjunto de tecnologias que reduzem, inclusive, a emissão de carbono na atmosfera”, exemplifica. 

O estudo completo está disponível em português e em inglês no site da Embrapa Soja: www.embrapa.br/soja

Versão português: https://www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1111915/o-aumento-da-producao-brasileira-de-soja-representa-uma-ameaca-para-a-floresta-amazonica

Versão inglês (English version): https://www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1111175/does-the-brazilian-soybean-production-increase-pose-a-threat-on-the-amazon-rainforest


Texto: Carina Rufino e Lebna Landgraf

Lebna Landgraf (Mtb 2309 -PR)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Idace retoma atendimento presencial na próxima segunda-feira (18)





A partir da próxima segunda-feira (18), o Instituto do Desenvolvimento Agrário (Idace) retoma o atendimento presencial por agendamento. Inicialmente, serão agendados doze atendimentos diários pelo telefone (85) 3474.9100. O horário de funcionamento do órgão da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) é de segunda a sexta-feira, nos horários das 8 às 12h e de 13h às 17h.

Algumas medidas sanitárias adotadas para barrar a propagação da Covid-19 incluem: o uso obrigatório de máscara de proteção, manutenção do distanciamento social e disponibilização de medidor de temperatura e álcool em gel. As recomendações são das autoridades sanitárias do Estado e estão de acordo com as diretrizes aprovadas pelo Governo do Ceará.

Ematerce

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Mais Nutrição: fábrica do Cariri deve iniciar operação em abril

O Governo do Ceará terá uma nova linha de produção do Programa Mais Nutrição em funcionamento até o mês de abril, na Região do Cariri. A informação foi confirmada, nesta sexta-feira (15), durante visita técnica na Ceasa de Barbalha realizada pela primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, o secretário de Desenvolvimento Agrário (SDA), Di Assis Diniz, e o presidente da Ceasa Ceará, Max Quintino. A iniciativa, que faz parte do Programa Mais Infância Ceará, combate o desperdício de alimentos e garante a segurança alimentar e nutricional de crianças cearenses.

“Estamos trabalhando para que, no mês de abril, iniciem as atividades da Fábrica Mais Nutrição do Cariri. A partir da doação dos alimentos que receberemos dos permissionários e empresários da região, queremos contribuir para a segurança alimentar das crianças atendidas pelas 37 entidades selecionadas de Juazeiro, Crato e Barbalha, que serão contempladas, inicialmente, com os alimentos. Com o programa estamos também evitando o desperdício e combatendo a fome de milhares de pessoas”, destaca Onélia Santana.

O espaço da Ceasa de Barbalha será reformado para abrigar uma nova linha de produção, o banco de alimentos e a central de distribuição do Mais Nutrição e, assim, atender as entidades credenciadas no Cariri. O local receberá os alimentos doados pelos permissionários da região e terá a produção das polpas de frutas, além da oferta do mix para preparo de alimentos.

De acordo com o secretário da SDA, Di Assis Diniz, o investimento para construção da fábrica, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal ultrapassa R$ 1 milhão. “O Cariri vai receber a Fábrica do Mais Nutrição, ampliando a oferta de alimentos para aqueles que mais necessitam. Sabemos das necessidades da sociedade civil e, por isso, estamos ampliando e efetivando o trabalho com essa política pública”, afirma.

Doação

Em dezembro de 2020, dois novos veículos foram entregues ao Programa Mais Nutrição. Um veículo reforça a arrecadação da Fábrica de Maracanaú e o outro será destinado ao entreposto no Cariri. Cerca de 27 mil pessoas foram beneficiadas com a doação de cerca de 650 toneladas (646.756) de alimentos “in natura”, polpas e mix de preparo de alimentos desde a criação do programa em junho de de 2019. Atualmente, a iniciativa contempla cerca de 16 mil crianças e adolescentes de 91 entidades de Fortaleza, Caucaia e Maracanaú.

SDA

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Produção agropecuária de 2020 alcança R$ 871 bilhões e é a maior da série histórica desde 1989


 

Já estão computados dados de dezembro do ano passado. Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram a lista

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989. O crescimento real foi de 17%. O segundo melhor resultado ocorreu em 2015, com R$ 759,6 bilhões. Os dados já incluem as estatísticas de dezembro do ano passado.

As lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%.

O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020.

Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

Produção

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite.

O ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras.

Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento.

A lista dos estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

VBP

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Com informação Agência Brasil
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