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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Pesquisador apresenta tecnologia de ovinos prolíficos no Webinário Nordestino de Buiatria





O pesquisador Hymerson Azevedo, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), será um dos palestrantes do Webinário Nordestino de Buiatria 2021, que acontece de 17 a 21 de maio em plataforma virtual própria.

Veterinário especializado em reprodução animal e curador do Núcleo de Conservação Genética de Ovinos Santa Inês da Embrapa, Hymerson fará, no dia 20 às 19h, a palestra ‘Ferramentas para o aumento da eficiência reprodutiva de ovinos para produção de carne’. 

A palestra tem foco na tecnologia que consiste na identificação por genotipagem de ovinos portadores da mutação FecGE. O alelo FecGE do gene GDF9 foi descoberto e relatado pela primeira vez pela Embrapa, apresentando em ovinos da raça Santa Inês um aumento de até 82% na taxa de ovulação e de 58% na produção de cordeiros das ovelhas, com mais de uma cria por parto.

O Webinário Nordestino de Buiatria é destinado a toda a comunidade buiátrica e acadêmicos dos cursos de Ciências agrárias. Tem como objetivo fortalecer e difundir conhecimentos nas mais diversas áreas da buiatria (ramo da veterinária que lida com saúde e produção de bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos). 

Os eixos temáticos são voltados à clínica médica, cirurgia, boas práticas de manejo, patologia animal, reprodução e produção de ruminantes, além de um panorama sobre os Programas de Sanidade na Região Nordeste.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas pelas redes sociais do evento – @buiatrianordeste no Instagram e Facebook, ou pelo site da organizadora – https://www.even3.com.br/webinarionebuiatria2021/.

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Ematerce realiza reunião online para formação técnica de casas de polpas e bebidas

Aconteceu nesta quinta-feira (15), uma conferência online entre a diretoria da Ematerce e técnicos extensionistas.

O técnico da Ematerce, Zilval Fontes, ministrou e tirou dúvidas de vários agricultores familiares referente à parte técnica e legal do modo operante da fábrica de polpa. O foco principal da reunião foi fazer com que a agroindústrias dos agricultores familiares pudessem ser registradas no MAPA conforme a legislação: IN N° 05 de 2000 e IN N° 08 de 2008.

                                              Reunião com técnicos e agricultores familiares.

Na ocasião estiveram presentes mais de 90 participantes que contribuíram para capacitação dos agricultores familiares. Para o presidente da Ematerce,Antônio Amorim, “Esse momento é muito importante pra irmos nos aperfeiçoando e faz parte das diretrizes da Ematerce. Nós estamos fazendo algo que é garantido por lei para que nossos pequenos agricultores, principalmente as mulheres, possam ter acesso ao mercado convencional e institucional “, comentou.

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domingo, 18 de abril de 2021

Ministério da Saúde: Portaria GM/MS 683/2021, que autoriza mais de 1.301 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – tipo II – e 35 leitos de UTI pediátricos exclusivos para atendimento de pacientes com Coronavírus (Covid-19)



O Diário Oficial da União (DOU) publicou esta semana a Portaria GM/MS 683/2021, que autoriza mais de 1.301 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – tipo II – e 35 leitos de UTI pediátricos exclusivos para atendimento de pacientes com Coronavírus (Covid-19), com valor total de R$ 64 milhões, além de 347 leitos de suporte ventilatório pulmonar (LSVP), com custeio mensal superior a R$ 4,9 milhões.


O repasse de recursos foi previsto por Medida Provisória no total de R$ 2,8 bilhões em recursos financeiros extraordinários a serem repassados aos Municípios e destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. Destes, mais de R$ 1,1 bilhão foi destinado para o custeio de ações e serviços de média e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram publicadas seis portarias e liberados pouco mais de R$ 69 milhões para custeio de leitos de UTI e leitos de suporte ventilatório pulmonar, todos para atendimento exclusivo de pessoas com Covid-19.

A transferência dos recursos financeiros de custeio dos leitos de UTI e de suporte ventilatório para Covid-19 é referente à competência abril de 2021. Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM) o processo de habilitação dos novos leitos para a Covid-19 e financiamento federal ainda é muito burocrático e gera inseguranças aos gestores. A entidade reforça que para este momento de pandemia que atravessa o país é necessário garantir o custeio dos serviços ofertados à população nas redes de atenção à saúde.

CNM

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Hospital de Messejana destina leitos exclusivos para pacientes com capacete Elmo; unidades reduzem em 60% necessidade de intubação

 



O capacete Elmo, equipamento de respiração artificial não invasivo, tem contribuído para o tratamento de pacientes com quadro leve ou moderado de Covid-19 internados em unidades de saúde da rede estadual. No Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, uma unidade semi-intensiva, com 12 leitos, vai receber e monitorar pacientes em uso da terapia.

Os resultados são satisfatórios: 60% dos 75 pacientes atendidos na unidade Elmo não necessitaram de intubação e evoluíram sem precisar de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

O mesmo percentual é registrado no Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv). De cada 10 pacientes que usaram o dispositivo na unidade, seis não precisaram ser intubados. O índice permaneceu ao longo de nove meses de utilização do aparelho.

A médica pneumologista intensivista, Isabella Matos, que atua na unidade Elmo do Hospital de Messejana, destaca o resultado do tratamento dos pacientes que utilizam o capacete.

Ascom

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Artigo - PronaSolos: gestão do solo e da água para o desenvolvimento sustentável

 


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Publicado no Correio Braziliense em 15/04/2021 

MARIANE CRESPOLINI — Diretora de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

PETULA PONCIANO NASCIMENTO — Chefe-Geral da Embrapa Solos (RJ)

 

A carência de informações detalhadas sobre os solos brasileiros é um grande entrave para o desenvolvimento do país. Apenas 5% do território nacional conta com mapeamentos em escalas adequadas, dificultando ações para a promoção do desenvolvimento sustentável. Em 2020, isso começou a mudar com a implementação das ações do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil (PronaSolos). Para 2021, o desafio aumentou e esta importante política pública busca o apoio de parcerias, no modelo público-privado.

Com dimensões continentais, o Brasil partiu para o desafio de conhecer melhor e cuidar do principal patrimônio natural do cidadão brasileiro, para assim promover todos os setores da economia. Não apenas a agropecuária, mas, também, indústria, geração e distribuição de energia, saneamento básico, telecomunicações.

Coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), envolvendo Embrapa, Casa Civil da Presidência, outros cinco ministérios e cerca de 30 instituições públicas e privadas, o programa busca engajar diferentes setores para mapear minuciosamente os solos de 1,3 milhão de km² do país, nos primeiros 10 anos, e mais 6,9 milhões de km² até 2048, em escalas que permitam um nível de detalhamento muito significativo dos solos.

A construção do PronaSolos, um programa de Estado, começou em 2013, quando o mundo despertava para a importância da ciência do solo para a segurança alimentar. Dois episódios foram fundamentais. O primeiro foi o acórdão 142/2015 do Tribunal de Contas da União (TCU), que deu ênfase à falta de governança e apontou a insuficiência de informações e a dificuldade de acesso a dados de nossos solos. O segundo foi a mobilização interinstitucional liderada pelo Mapa e pela Casa Civil, que formularam a proposta de um programa nacional apoiados pelas instituições que atuam com base na ciência do solo. A formalização do PronaSolos aconteceu em 2018, e a nomeação dos comitês estratégico e executivo, em 2020, por decretos presidenciais.

Em dezembro, foi entregue à sociedade brasileira a versão 1.0 da plataforma tecnológica do PronaSolos, uma das mais modernas do mundo. Por meio de um sistema de informações geográficas (SigWeb), ela reúne mapas e dados de solos produzidos ao longo dos últimos 60 anos por diversas instituições. Pela primeira vez, é possível acessar um vasto acervo sobre solos brasileiros em um único local.

Alguns dos mapeamentos são inéditos, como os mapas nacionais de suscetibilidade e vulnerabilidade dos solos brasileiros à erosão hídrica. Eles podem subsidiar o setor produtivo e o poder público na seleção de áreas para ações de conservação e recuperação. Em breve, serão disponibilizados o mapa de condutividade elétrica do solo, importante para os setores de telecomunicações e de transmissão de energia, e o mapa nacional atualizado de estoque de carbono, um pilar fundamental para as finanças verdes e as boas práticas ambientais, sociais e de governança — conhecidas como ESG.

Os maiores desafios do PronaSolos estão no horizonte. É preciso executar os trabalhos de campo previstos para as próximas décadas. Para o agronegócio, será possível planejar, ao nível de propriedade, o melhor uso das terras; realizar manejo mais adequado das culturas e aperfeiçoar práticas que reduzam a erosão; otimizar o uso de fertilizantes e defensivos e os projetos de irrigação; ampliar a adoção de sistemas integrados.

O PronaSolos terá, ainda, impactos para muito além da agropecuária. Será possível, por exemplo, otimizar a expansão urbana; reduzir a sedimentação dos rios, enchentes e desastres naturais; criar mecanismos mais precisos para avaliação das terras e apoiar a concessão de crédito agrícola, reduzindo riscos para agricultores e financiadores. O programa também viabilizará que todos os municípios tenham zoneamento agroecológico (ZAE), ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável.

A força das parcerias, presente desde o início do PronaSolos, terá que ser intensificada para que esses avanços aconteçam e beneficiem o setor produtivo e a sociedade. Os desafios exigem engajamento das esferas públicas e privadas. Hoje, a legislação dá oportunidades para a criação de consórcios público-privados e para a formação de fundos financeiros de apoio à inovação. O PronaSolos é inovação tecnológica, institucional e social. Quem ganha é o Brasil.

 

 

Núcleo de Comunicação Organizacional da Embrapa Solos

Contatos para a imprensa

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15 de abril: Dia da Conservação do Solo. A Ematerce tem muito a ver com a data

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará – Ematerce – tem muito a ver com o Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado, anualmente, em 15 de abril. É que, na prestação de assistência técnica agropecuária e gerencial aos agricultores (as) familiares, repassa-lhes, numa troca de saberes, práticas conservacionistas, objetivando evitar a degradação das terras, ocupadas, com o plantio de variadas culturas e a criação de animais, para consumo familiar e dos habitantes das Zonas Rural e Urbana. A data é uma homenagem ao nascimento de Hugh Hammond Bennett (15 de abril de 1881 – 7 de Julho de 1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e o criador do Serviço de Conservação de Solos americano.

Segundo o PhD Engenheiro Agrônomo Nizomar Falcão Bezerra, lotado no Escritório Estadual da Ematerce, na Gerência de Apoio Técnico (Geate), autor do Manual de Instalação dos Núcleos de Irradiação de Tecnologias (NIT), escrito com a ajuda de técnicos da empresa, referente à preservação ambiental, afirma: “É a essência da assistência técnica e extensão rural (Ater), em virtude de, sem um ambiente equilibrado, não há que se falar de Agricultura rentável, social e economicamente”.

Disse também: “Nesses termos, a Ematerce, historicamente, tem se preocupado em orientar os agricultores a conservar, em suas propriedades, notadamente, os recursos solo, água e vegetação”. Assegura ainda que o desequilíbrio ambiental é a causa maior da amplitude do ataque e recrudescimento de pragas e doenças às plantas e animais. Por isso, toda a ação extensionista, desde sempre, está presente em múltiplos programas e projetos, voltada para essa finalidade.

Nizomar Falcão acrescenta que a conservação do solo é fundamental para a produção agrícola. Nas regiões semiáridas, é essencial, para evitar a erosão dos solos em todas as suas formas. A Ematerce, desde épocas remotas, vem orientando os agricultores com práticas que minimizam costumes tradicionais, como colocar o gado nas áreas agrícolas para aproveitar os restos culturais e os capins que nascem, nos períodos chuvosos, às vezes, tão intensamente, no chamado sobrepastoreio, que coloca em risco as camadas férteis do solo.

Para ele, uma prática muito utilizada, orientada pela Ater, para os agricultores familiares, são os sistemas agrosilvopastoris, que procuram integrar as atividades florestais, com as lavouras de segurança alimentar humana e animal e a manutenção das florestas. Esse sistema, associado a outras práticas, harmoniza a produção de grãos, fibras, madeira para lenha ou manutenção das cercas das propriedades, produção de leite, carnes e até mesmo energia, no mesmo local. Esse sistema conserva o solo, enquanto permite a diversificação de múltiplas atividades integradas e proporciona aos animais uma melhoria do bem-estar animal.

Legenda: uso de palhadas para cobertura morta.

Prosseguindo, afirma que o incentivo ao uso de adubos orgânicos e à manutenção dos capins, sobre o solo, após o período chuvoso, permite o enriquecimento dos solos pelo uso de plantas, enriquecendo e melhorando sua estrutura física e biológica. A rotação de culturas é uma prática que permite alternar, em um mesmo espaço físico, diferentes culturas, numa sequência programada; assim como: a adubação verde, com o plantio de leguminosas para incorporação, especialmente pela fixação do nitrogênio atmosférico aos solos.

Outra prática muito orientada é o plantio em faixas de largura variável, para, alternada e anualmente, sejam cultivadas plantas, as quais protejam o solo, especialmente, aquelas que possuem copas mais densas. Além dessas, é possível agregar muitas outras, tais como: alternância de capinas; cobertura morta; reflorestamento; irrigação; controle de queimadas; recomposição de mata ciliar; drenagem de áreas encharcadas; construção de caminhos de serviço;) barragens subterrâneas; paliçadas; construção de barreiros;) abastecedouros: manejo de pastagens.

Legenda: mudas para ajudar no reflorestamento.

Vale salientar que a coordenação estadual, no âmbito da Ematerce, da conservação do solo e água, para convivência com o semiárido, está sob a responsabilidade do Engenheiro Agrônomo, Mestre em Solos, Josualdo Justino Alves, que vem realizando, com a ajuda de colegas de trabalho e agricultores, ações impactantes, alusivas à conservação do solo e água, na região semiárida cearense, como na comunidade Mandacaru, município de Irauçuba-CE.

O assessor estadual da Ematerce, Josualdo Alves (foto acima), fundamentado nas limitações do semiárido, declarou que a Ematerce tem orientado agricultores (as) a recompor a composição florística dos estabelecimentos agropecuários, implantando e recuperando, mediante distribuição de essências nativas, sejam produtoras de madeiras, forrageiras ou frutíferas, o reflorestamento de franjas de rios, riachos e nascentes de água, assim como a implantação de bosques de refúgio da fauna. Menciona que a fazenda Normal, propriedade da Ematerce, em Quixeramobim-CE, e os Núcleos de Irradiação de Tecnologias (NITs) possuem um conjunto de práticas de conservação ambiental.

CONSERVAÇÃO DO SOLO E ÁGUA

Importante mencionar que a Ematerce utiliza, referente à conservação do solo e água, as práticas mecânicas, ou seja, práticas agrícolas, para conter o processo de erosão dos solos cultivados, a partir da construção de estruturas artificiais, com a finalidade de proteger o solo e sua destruição. Dentre as principais, citadas por Josualdo Alves, destacam-se: o terraço de retenção, o terraço mais bacia de captação, os cordões de pedra, a captação “in situ”, a escarificação, a descompactação, a adequação de caminhos de serviços e as bacias de captação, a barragem de contenção de sedimentos e a barragem subterrânea.

Legenda: quintais produtivos, com preservação do solo, de diversas culturas.

De acordo com as informações, constantes no Manual de Instalação dos Núcleos de Irradiação de Tecnologias (NITs), especificadas por Josualdo Alves, são orientadas, também, as práticas edáficas, de naturezas conservacionistas, aplicadas ou conduzidas. O objetivo é reduzir, ou controlar os processos erosivos, principais agentes degradadores do solo e melhorar, ou manter os padrões de fertilidade do solo. As principais práticas agrícolas, orientadas pela Ematerce, dizem respeito, outrossim, à eliminação ou controle das queimadas, à adubação verde, à adubação orgânica e à calagem. No tocante às práticas vegetativas, referem-se à utilização de plantas ou de massa vegetal, para protegerem o solo dos processos erosivos, a exemplo do plantio direto, da cobertura morta, da recuperação de área com inóculo de serapilheira e da recomposição de mata ciliar.

DIA DA CONSERVALÇÃO DO SOLO

Legenda: em solo preservado, com tratos culturais e com orientação da assistência técnica e extensão rural, além de se evitar a erosão, a safra apresenta resultados satisfatórios.

A data é uma homenagem ao nascimento de Hugh Hammond Bennett (15 de abril de 1881 – 7 de Julho de 1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e o criador do Serviço de Conservação de Solos americano.

Este dia foi instituído pela Lei 7.876, em 13 de novembro de 1989, por iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e surgiu com o objetivo de aprofundar os debates sobre a importância do solo como um dos fatores básicos da produção agropecuária e a necessidade de seu uso e manejo sustentáveis.

 

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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Ceasa-CE e Cruz Vermelha reúnem-se para tratar de parceria contra a Covid -19

O presidente da Ceasa-CE, José Leite Gonçalves Cruz, reuniu-se na manhã desta terça-feira (13) com o presidente da Cruz Vermelha Brasileira no Ceará, Allan Damasceno, que veio acompanhado da chefa de gabinete do órgão, Georgya Almeida, e do coordenador adjunto de Gestão de Riscos e Desastre, Cleiton Sampaio. Presentes também à reunião os diretores da Ceasa-CE, Eduardo Nogueira, Pedro Henrique Moreira, Tarcísio Paiva de Lima e o assessor da Presidência, Gilberto Bastos.

Na pauta, alinhamento de ações para promover uma parceria entre as duas entidades, com o objetivo de levar ações voltadas, especialmente, para os cuidados com a saúde tanto de funcionários e permissionários quanto dos compradores.  Na ocasião, a Cruz Vermelha Brasileira apresentou um Plano de Ações de Combate à Covid 19, onde constam também outras ações que serão realizadas por meio da parceria entre as duas entidades.

Dentre as principais ideias enumeradas no Plano de Ações apresentado pela Cruz Vermelha Brasileira, estão a implantação de um Núcleo de Atendimento em Primeiros Socorros dentro da na Ceasa-CE, com profissionais da saúde capacitados. Serão também ofertados serviços como teste de glicemia, aferição de pressão arterial, controle de hemorragias, tratamento em fraturas, entorses e luxações, dentre outros.

No Plano de Ações também está a realização de campanhas como de vacinação, doação de sangue, prevenção ao câncer de mama e próstata, prevenção ao novo coronavírus, prevenção de arboviroses e campanha de doação de alimentos.

Para o presidente da Ceasa-CE, a parceria com a Cruz Vermelha é extremamente importante. “Considerada a instituição de maior ajuda humanitária do mundo, com a missão de proteger vidas, a saúde das pessoas e preservar a dignidade humana, sobretudo durante emergências como a que estamos vivendo por conta da pandemia do coronavírus, a parceria com a Cruz Vermelha Brasileira trará inúmeros benefícios à saúde de todos que circulam pela Ceasa-CE, além de nos ajudar no desenvolvimento das ações do Plano de Contingência da Ceasa-CE para a Pandemia do Covid-19 em 2021 que lançamos”, destaca José Leite. Gonçalves Cruz.

José Leite Cruz e Allan Damasceno

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Qualidade da água é fundamental na produção de tilápia em tanques-rede

 Qualidade da água é fundamental na produção de tilápia em tanques-rede

Foto: Marcos Losekann.

Marcos Losekann. - Detalhe de um tanque-rede com destaque para a estrutura metálica utilizada para contenção dos peixes e flutuadores e, em especial, para a cor da água clara, de excelente qualidade do reservatório.

Detalhe de um tanque-rede com destaque para a estrutura metálica utilizada para contenção dos peixes e flutuadores e, em especial, para a cor da água clara, de excelente qualidade do reservatório.

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, estudaram e monitoraram durante sete anos um reservatório rural em Monte Alegre do Sul, SP com o objetivo de avaliar os efeitos de diferentes densidades de estocagem, frequência alimentar, linhagens e percentuais de proteína bruta na ração para a produção de tilápia em tanques-rede.

A publicação é resultado de todos os trabalhos anteriores realizados no Polo Regional do Leste Paulista (APTA de Monte Alegre do Sul) sobre manejo da produção de tilápia em tanques-rede (veja lista das referências e citações desses trabalhos ao final da publicação). A Circular Técnica 31 – Recomendações práticas para avaliação da qualidade da água na produção de tilápia em tanques-rede – faz referência a esses estudos e vai além, porque considera os efeitos das alterações da qualidade de água sobre a produção e, ainda, recomenda uma série de boas práticas de manejo (BPM) para prevenir e solucionar esses problemas.

Atividade que pode contribuir para o aumento da renda do pequeno produtor, a produção de peixes em tanques-rede em reservatórios já existentes na propriedade rural deve também seguir as BPM. “Muitos produtores rurais têm investido na criação de peixes com o objetivo de aumentar a renda de suas propriedades, e isto tem gerado uma demanda crescente por insumos, equipamentos e recomendações práticas de manejo”, afirma o pesquisador Julio Ferraz de Queiroz, um dos autores da publicação.

Diversos resultados da pesquisa demonstraram que a tilápia apresentou grande potencial para a criação em tanques-rede em reservatórios rurais em função de sua rusticidade, resistência ao manuseio, às alterações climáticas e na qualidade da água, além dos baixos custos de produção e excelente qualidade da carne. “Porém, é preciso seguir algumas regras básicas para assegurar bons resultados”, ressalta Queiroz.

Os resultados dos trabalhos desenvolvidos em Monte Alegre do Sul e suas interações com relação à escolha da área, à qualidade da água e ao manejo produtivo são discutidos na Circular, agrupados em um conjunto de tabelas autoexplicativas, informações que se vinculam às principais indicações de boas práticas de manejo (BPM).  Estas tabelas apresentam recomendações às principais BPM sugeridas pelos autores, as quais os piscicultores poderão adotar e, assim, solucionar problemas decorrentes do manejo produtivo inadequado e de alterações na qualidade da água.

De acordo com os autores, essas alterações podem ser: variações bruscas na temperatura, redução da concentração de oxigênio dissolvido, diminuição do pH dos sedimentos do fundo dos reservatórios, aumento da turbidez e redução da transparência da água. Além disso, ao final é apresentado um conjunto de BPM que pode ser adotado pelos piscicultores da região. As recomendações aos produtores da região de Monte Alegre do Sul e de regiões com características similares são as BPM constantes na Circular, e que podem ser consideradas como práticas gerais para a produção de tilápia em tanques-rede em reservatórios rurais.

Segundo a publicação, as BPM consistem em um conjunto de ações concretas, objetivas e específicas que tem por finalidade aumentar e assegurar a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção. “A adoção de BPM é considerada uma das estratégias mais eficientes para reduzir eventuais impactos ambientais negativos causados pelos sistemas de produção de peixes, camarões e outros organismos aquáticos”, sinaliza Queiroz.

Os autores são Julio Ferraz de Queiroz (Embrapa), Célia Maria Dória Frasca-Scorvo (Apta), João Donato Scorvo Filho (Apta), Patrícia Helena Nogueira Turco (Apta), Marcos Eliseu Losekann (Embrapa), Márcia Mayumi Ishikawa (Embrapa) e João Manoel Cordeiro Alves (Apta).

A publicação pode ser baixada aqui.

Eliana Lima (MTb 22.047/SP)
Embrapa Meio Ambiente

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Estudo sobre evolução do eucalipto busca descobrir híbrido ideal

 studo sobre evolução do eucalipto busca descobrir híbrido ideal

Foto: Laerte Scanavaca

Laerte Scanavaca - Florescências

Florescências

Estudo feito por cientistas da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e da Esalq/USP se concentrou nas três principais seções de Symphyomyrtus, maior subgênero dos Eucalyptus, com cerca de 470 espécies, e onde estão localizadas as nove espécies mais plantadas do mundo, que representam mais de 90% dessa área. Buscou também entender os processos evolutivos das espécies com potencial para produzir híbridos de interesse comercial, já que esse subgênero é o mais plantado comercialmente.

Conforme Laerte Scanavaca Jr., pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, os Eucalyptus são um gênero muito grande, mais de 700 espécies, onde a hibridação, isto é, o cruzamento entre duas espécies, é bastante comum e por isso, estão sendo reclassificados. “Mais importante que saber quem são os pais do híbrido, é saber qual a vantagem este híbrido terá num determinado ambiente em relação aos pais puros”, explica Laerte. 

O trabalho estudou os principais mecanismos evolutivos e adaptativos que levam as espécies hibridarem ou não. Existem barreiras endogâmicas, isto é, interações epistáticas negativas que vão se acumulando ao longo das gerações de modo que o híbrido que não apresente vantagem em relação a um dos pais acaba sucumbindo. 

O estudo também aborda os principais mecanismos evolutivos dentro de cada uma das Seções, subgrupo evolucionário dentro de um subgênero. A classificação geral das espécies utilizam sete níveis: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. 

Dentro de cada nível as espécies apresentam as mesmas características. Quanto mais baixo o nível, isto é, quanto mais próximo da Espécie, mais parecidas as espécies se tornam. A taxa básica, isto é, onde ainda é possível haver cruzamento entre as espécies, é no Gênero. 
“Existem vários exemplos de híbridos naturais pelo mundo, que podem desaparecer se não apresentarem nenhuma vantagem em relação aos pais”, explica Laerte.

Nos Eucalyptus, além destes níveis básicos, existem diversos agrupamentos entre gênero e espécies, em função da grande quantidade de espécies e também do processo evolutivo ser mais acelerado que na maioria das espécies conhecidas. 

“Nos Eucalyptus temos os subgêneros Blakella Corymbia, que se uniram em função de características silviculturais e genéticas no gênero Corymbia, em 1995. Depois de subgênero vem Seção, depois série, depois subsérie e depois espécie, quanto mais nos aprofundamos mais parecidas ficam as espécies e mais fáceis os cruzamentos, por exemplo, o tempo de isolamento ou separação entre os subgêneros é estimado em 54 milhões de anos, enquanto que, de seção são 2 a 3 milhões de anos. Então espécies dentro da mesma Seção podem se cruzar, enquanto que espécies de subgêneros diferentes não se cruzam", explica o pesquisador.

Para José Nivaldo Garcia da Esalq, o conhecimento destes processos é importante nas duas vias (hibridação ou isolamento), isto é, pode ser utilizado para o isolamento de uma espécie, se queremos produzir sementes por exemplo, fazendo um cordão de isolamento com espécies de outro subgênero, o que evitará ou dificultará a chegada de pólen de espécies indesejadas. “Ou, continua o pesquisador, se não temos nenhuma espécies bem adaptada a um determinado ambiente, plantamos espécies próximas do mesmo subgênero neste ambiente e o híbrido resultante pode ser mais bem adaptado”. 

O híbrido pode apresentar um genótipo intermediário, que pode lhe favorecer em relação aos pais puros, como é o caso entre o E. urophylla x E. grandis, muito comum no Brasil. Este hibrido apresenta as vantagens silviculturais do E. urophylla, lignotubérculo que permite boa produtividade na segunda rotação, mais adaptado à ambientes mais secos e quentes, maior resistência a pragas e doenças, entre outros, enquanto que os genes do E. grandis lhe conferem maior adequação a fabricação de celulose e papel. 

Deste modo, o híbrido aproveita a adaptação silvicultural conferida pelo E. urophylla e a adaptação tecnológica fornecida pelo E. grandis e é uma excelente alternativa, ou a melhor alternativa para produção de celulose e papel de Minas Gerais para cima (Região Nordeste, Centro Oeste e Norte). 

Seções

Na Seção Exsertaria, as principais espécies são E. camaldulensis e E. tereticornis. Esta Seção, as espécies são adaptadas a climas mais secos e quentes. No Brasil, estão mais adaptadas as Regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e norte de Minas Gerais.

Na Seção Latoangulatae, as principais espécies são E. grandisE. urophyllaE. saligna e E. pellita, onde as três primeiras são as mais plantadas no Brasil e no mundo. Apresentam alta produtividade e adequação para a fabricação de celulose e papel. O E. pellita é bastante utilizado em marcenaria, juntamente com o E. urophylla e E. resinifera.

Na Seção Maidenaria, as principais espécies são E. dunnii, E. globulus e E. nitens. São mais adaptados ao clima temperado. O E. globulus é a espécies mais plantada de clima temperado, mas não está bem adaptada ao Brasil. Na Região Sul do Brasil, as espécies mais plantada são o E. dunniiE. nitensE. viminalisE. badjensis E. bentahmii. O E. globulus é a espécie mais plantada em Portugal, Espanha, Uruguai e Austrália.  

O estudo completo pode ser lido aqui

 

Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

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sábado, 10 de abril de 2021

MDR e parceiros abrem chamada pública para projetos de mobilidade urbana sustentável

 Instituições vão oferecer apoio técnico a estados e municípios interessados em desenvolver projetos que contribuam para a redução de emissões de gases de efeito estufa e a inclusão social

Brasília (DF) - O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com o KfW Banco de Desenvolvimento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançaram uma chamada pública para projetos de mobilidade urbana sustentável. Nessa chamada, será oferecido apoio técnico a estados e municípios interessados em desenvolver projetos que contribuam para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e para a inclusão social. As inscrições podem ser feitas neste link.

As melhores propostas terão seus estudos de pré-viabilidade financiados com recursos não reembolsáveis do governo alemão, por meio do KfW e do Global Environment Facility (GEF), administrado pelo BID. A chamada está aberta até 31 de maio de 2021 para municípios acima de 500 mil habitantes, estados e suas capitais e o Distrito Federal.

Entre os critérios de avaliação das propostas estão a adequação da tecnologia à realidade local, a integração com os demais modos de transporte no município, a sustentabilidade financeira, o alinhamento aos planos locais e aspectos inovadores.

Para o secretário Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Tiago Queiroz, essa ação de cooperação para estruturação de projetos para mobilidade urbana no Brasil é muito bem-vinda. “O estímulo a novos e bons projetos é crucial para promover a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento social e tecnológico", afirma.

O diretor da Agência KfW Brasil, Martin Schröder, considera fundamental o papel de iniciativas de sustentabilidade no setor de transportes para a proteção ambiental e do clima. Ele destaca que a mobilidade urbana coletiva também é um vetor para a inclusão social. “Muitas pessoas só têm acesso a emprego, educação, serviços de saúde e cultura por meio dos sistemas de transporte público”, aponta.

O superintendente da Área de Saneamento, Transporte e Logística do BNDES, Leonardo Pereira, destaca a importância da iniciativa para gerar um pipeline de projetos de mobilidade, especialmente considerando a agenda ASG (ambiental, social e governança cooperativa) do banco. “Esta iniciativa deveria ser replicada para outros setores, que, a exemplo da mobilidade, tenham o potencial transformacional”, avalia.

Já o representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, reforçou que, além dos benefícios econômicos, sociais e sanitários, aperfeiçoar a prestação de serviços de transportes no Brasil por meio da sustentabilidade trará benefícios ambientais e climáticos que são urgentes para a recuperação pós-pandemia.

Além de contribuir para o combate global aos impactos da mudança climática, a melhoria dos sistemas de transporte público também traz benefícios para a saúde e bem-estar da população, a partir da redução de emissões de poluentes locais, que hoje surgem em concentrações acima dos níveis recomendados nos grandes centros urbanos. O acesso a um sistema de transporte seguro, eficiente e viável, também é primordial para a redução da desigualdade, pois possibilita o acesso ao emprego e à educação.

MDR

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Sudene investe mais de R$ 465 mil em programa de apoio a empreendimentos rurais no semiárido

Iniciativa inclui serviços de assistência técnica e mercadológica para até 40 projetos a serem selecionados no Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte

Sudene semiárido

Até 40 empreendimentos serão selecionados para contarem com apoio em atividades produtivas e gestão (Foto: Divulgação)

Brasília (DF) – Empreendimentos do agronegócio localizados na região do semiárido têm agora a oportunidade de receber consultoria técnica, melhorar a produtividade e minimizar os impactos econômicos causados pela pandemia da covid-19. Com esse objetivo, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), instituição vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), vai investir mais de R$ 465 mil por meio do Programa de Aceleração de Empreendimentos Rurais no Semiárido.

A iniciativa vai selecionar entre oito e dez empreendimentos em cada um dos quatro estados participantes: Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O programa conta o apoio da rede de parceiros formada pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, Porto Digital (PE), Sebrae (CE e RN) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

“Este é um programa construído para o fortalecimento da gestão desses empreendimentos no momento de crise. Há muita sintonia com o eixo de inovação do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), além do eixo da interiorização de demandas, facilitando a descentralização dos investimentos. Nós esperamos que as empresas beneficiadas deem um salto de qualidade, tanto na gestão quanto no acesso a mercados”, destacou o superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto.

O público-alvo da seleção é composto por cooperativas, associações, assentamentos rurais, organizações comunitárias, empresas do agronegócio de pequeno porte e produtores individuais de pequeno porte.

Além de estarem localizados na região semiárida dos quatro estados abrangidos pelo programa, os empreendimentos devem desenvolver atividades produtivas relacionadas aos ramos de alimentos, caprinocultura, apicultura, pecuária, pesca e artesanato, entre outras. A participação dos projetos selecionados terá a duração de até 13 meses.

O projeto vai oferecer serviços nas áreas de tecnologia, gestão, mercado, capital e empreendedorismo. O programa pretende implementar uma série de ações para o acompanhamento, desenvolvimento e monitoramento contínuo dos resultados atingidos pelos empreendimentos participantes. Algumas das ações previstas são o mapeamento dos gargalos produtivos, a construção de novos canais de escoamento produtivo e a criação de estratégias de design e marketing.

As inscrições estão abertas até o próximo dia 17/4. Todas as informações podem ser conferidas no edital da seleção.

Confira o vídeo da live sobre o programa:

 

https://youtu.be/8Jmm1O4ips8

MDR

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