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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Queijo é alternativa para reduzir número de queimadas no CE

Queijo é alternativa para reduzir número de queimadas no CE

O alto índice de incêndios são sintomas de práticas agrícolas nocivas ao meio ambiente, como os "aceiros" ou "brocadas". Os sistemas agroflorestais, porém, apostam no equilíbrio ambiental, com produção sustentável e sem uso do fogo

Legenda: O Cariri reúne agricultores que desenvolvem o Sistema Agroflorestal
Foto: Antonio Rodrigues

A prática de queimar a vegetação para preparação ao plantio da roça, ainda muito presente no interior do Estado, é um dos principais fatores que contribuem para o alto número de incêndios no Ceará. Uma alternativa à redução deste índice é a disseminação das agroflorestas, também conhecidas como agricultura sintrópica.

O sistema trabalha com a recuperação pelo uso, isto é, o estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos, como agrotóxicos e pesticidas. A ideia é trabalhar a favor da natureza, associando os cultivos agrícolas com os florestais, recuperando os recursos em vez de explorá-los e incorporar conceitos ecológicos ao manejo. Deste modo, o agricultor elimina a necessidade do uso do fogo e, por sua vez, contribui para redução das queimadas, beneficiando fauna e flora.

Quebra cultural

O engenheiro agrônomo Francier Simião da Silva explica que a prática da queima para preparar área ainda é comum porque, em um primeiro momento, facilita o plantio. Porém, adverte que a produção só será significativa no primeiro ano. "As cinzas têm vários minerais que sustentam a planta nesta primeira etapa, mas para o ano seguinte, como a broca e a queima acontecem numa vegetação mais rasteira, de um solo mais fraco pela perda de nutrientes, vai cair 50% ou mais. A tendência é que em três anos não se produza e procure um novo solo para fazer a prática", enfatiza.

Deste modo, outras áreas são queimadas na busca por resultados e o número entra em uma espiral de crescimento. Para Francier, um dos problemas que mantém esta prática, hoje criminosa no Ceará, é a falta de acesso à terra. "São os 'posseiros', pessoas que pegam emprestado a terra de outro só para o plantio", acredita. O agrônomo aponta que o problema reside neste cenário. "Não tem como fazer trabalho ambiental quando não se é o dono", detalha.

Disseminar a cultura, portanto, ainda é um gargalo. O diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos, admite que o órgão estadual não tem nenhum programa específico relacionado a implantação de sistemas agroflorestais, mas diz que há oferta de assistência técnica gratuita para os agricultores interessados neste tipo de manejo.

"Nosso princípio de trabalho é em cima do sistema agroecológico. O produtor pode entrar em contato conosco, que ofereceremos este apoio para começar". O interessado pode ligar para um dos escritórios regionais.

Ação antrópica

O tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar de Iguatu e 4º Grupamento de Combate a Incêndios, avalia que mais 90% dos incêndios acontecem pela ação humana. "Raramente a natureza provoca a autocombustão".

Quanto à queimada feita pelos agricultores, Nijair diz que "tecnicamente não resolve nada".

Para agravar, o militar ressalta que "tem visto aceiros desordenados, em horários diferentes do que é comum, que foge à normalidade".

Para ele, a educação e a prevenção são importantes, mas, só através da denúncia, o Estado pode agir numa tentativa de identificar e, assim, punir os autores.

Benefícios

Diferente das áreas queimadas, que só produzem no primeiro ano, o sistema agroflorestal permite plantar todos os anos no mesmo espaço e ainda é possível recuperar uma área degradada ao longo do tempo, manejando a introdução de plantas arbóreas, frutíferas e até pequenos animais neste contexto.

O agricultor José Raimundo de Matos, 77, morador do Sítio Taboleiro, em Nova Olinda, deixou a queimada de lado e migrou, há mais de 20 anos, para o sistema agroflorestal.

Em sua propriedade, Zé Artur consegue reunir uma grande variedade de frutas e legumes. "Eu não tinha nenhuma fruta. Hoje, quando chega no tempo, a gente tem".

A mais de 70 quilômetros dali, no Sítio Jurema, em Juazeiro do Norte, Ednaldo Ferreira Gonçalves também mantém um sistema agroflorestal, desde 2017.

A mudança ambiental foi fundamental para a família transformar a propriedade, antes castigada pela agricultura convencional por causa da queima, mas que agora dispõe de bom solo. "Aqui dá quase tudo", vibra Ednaldo.

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Aglofloresta é alternativa para reduzir número de queimadas no CE

 Aglofloresta é alternativa para reduzir número de queimadas no CE

O alto índice de incêndios são sintomas de práticas agrícolas nocivas ao meio ambiente, como os "aceiros" ou "brocadas". Os sistemas agroflorestais, porém, apostam no equilíbrio ambiental, com produção sustentável e sem uso do fogo

Legenda: O Cariri reúne agricultores que desenvolvem o Sistema Agroflorestal
Foto: Antonio Rodrigues

A prática de queimar a vegetação para preparação ao plantio da roça, ainda muito presente no interior do Estado, é um dos principais fatores que contribuem para o alto número de incêndios no Ceará. Uma alternativa à redução deste índice é a disseminação das agroflorestas, também conhecidas como agricultura sintrópica.

O sistema trabalha com a recuperação pelo uso, isto é, o estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos, como agrotóxicos e pesticidas. A ideia é trabalhar a favor da natureza, associando os cultivos agrícolas com os florestais, recuperando os recursos em vez de explorá-los e incorporar conceitos ecológicos ao manejo. Deste modo, o agricultor elimina a necessidade do uso do fogo e, por sua vez, contribui para redução das queimadas, beneficiando fauna e flora.

Quebra cultural

O engenheiro agrônomo Francier Simião da Silva explica que a prática da queima para preparar área ainda é comum porque, em um primeiro momento, facilita o plantio. Porém, adverte que a produção só será significativa no primeiro ano. "As cinzas têm vários minerais que sustentam a planta nesta primeira etapa, mas para o ano seguinte, como a broca e a queima acontecem numa vegetação mais rasteira, de um solo mais fraco pela perda de nutrientes, vai cair 50% ou mais. A tendência é que em três anos não se produza e procure um novo solo para fazer a prática", enfatiza.

Deste modo, outras áreas são queimadas na busca por resultados e o número entra em uma espiral de crescimento. Para Francier, um dos problemas que mantém esta prática, hoje criminosa no Ceará, é a falta de acesso à terra. "São os 'posseiros', pessoas que pegam emprestado a terra de outro só para o plantio", acredita. O agrônomo aponta que o problema reside neste cenário. "Não tem como fazer trabalho ambiental quando não se é o dono", detalha.

Disseminar a cultura, portanto, ainda é um gargalo. O diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos, admite que o órgão estadual não tem nenhum programa específico relacionado a implantação de sistemas agroflorestais, mas diz que há oferta de assistência técnica gratuita para os agricultores interessados neste tipo de manejo.

"Nosso princípio de trabalho é em cima do sistema agroecológico. O produtor pode entrar em contato conosco, que ofereceremos este apoio para começar". O interessado pode ligar para um dos escritórios regionais.

Ação antrópica

O tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar de Iguatu e 4º Grupamento de Combate a Incêndios, avalia que mais 90% dos incêndios acontecem pela ação humana. "Raramente a natureza provoca a autocombustão".

Quanto à queimada feita pelos agricultores, Nijair diz que "tecnicamente não resolve nada".

Para agravar, o militar ressalta que "tem visto aceiros desordenados, em horários diferentes do que é comum, que foge à normalidade".

Para ele, a educação e a prevenção são importantes, mas, só através da denúncia, o Estado pode agir numa tentativa de identificar e, assim, punir os autores.

Benefícios

Diferente das áreas queimadas, que só produzem no primeiro ano, o sistema agroflorestal permite plantar todos os anos no mesmo espaço e ainda é possível recuperar uma área degradada ao longo do tempo, manejando a introdução de plantas arbóreas, frutíferas e até pequenos animais neste contexto.

O agricultor José Raimundo de Matos, 77, morador do Sítio Taboleiro, em Nova Olinda, deixou a queimada de lado e migrou, há mais de 20 anos, para o sistema agroflorestal.

Em sua propriedade, Zé Artur consegue reunir uma grande variedade de frutas e legumes. "Eu não tinha nenhuma fruta. Hoje, quando chega no tempo, a gente tem".

A mais de 70 quilômetros dali, no Sítio Jurema, em Juazeiro do Norte, Ednaldo Ferreira Gonçalves também mantém um sistema agroflorestal, desde 2017.

A mudança ambiental foi fundamental para a família transformar a propriedade, antes castigada pela agricultura convencional por causa da queima, mas que agora dispõe de bom solo. "Aqui dá quase tudo", vibra Ednaldo

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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

MDR retoma pré-operação do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco



Fluxo das águas do Velho Chico é retomado após rebaixamento do vertedouro da Barragem Jati, no Ceará. Intervenção foi necessária após rompimento de conduto do reservatório em agosto

Brasília (DF) – As águas do Velho Chico voltaram a encher as estruturas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), permitindo a chegada do recurso hídrico nos estados do Ceará, Paraíba e do Rio Grande do Norte. O fluxo estava parado desde o rompimento de um conduto na Barragem de Jati, no Ceará, em agosto deste ano.

“O fornecimento de água para a população do Nordeste, que historicamente convive cotidianamente com a seca, é uma das prioridades do Governo Federal e do presidente Jair Bolsonaro”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. “Estamos dando uma resposta rápida ao incidente em Jati para que cearenses, paraibanos e potiguares possam ser atendidos pelas águas do Rio São Francisco”, completa.

Após o incidente na Barragem Jati, em 21 de agosto, foi realizado o rebaixamento do vertedouro da estrutura para permitir o fluxo das águas até o Reservatório Atalho. Com o novo caminho, a Estação de Bombeamento EBI-3, localizada em Salgueiro (PE), foi acionada nesta terça-feira (27) e permitiu a retomada da pré-operação do Eixo Norte. A ação foi acompanhada pelo secretário nacional de Segurança Hídrica do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sérgio Costa.

A intervenção de rebaixamento do vertedouro do Reservatório Jati foi necessária por conta do rompimento do conduto forçado que conduzia a passagem das águas da barragem para o Reservatório Atalho. Na ocasião, cerca de 2 mil pessoas que vivem nas redondezas do reservatório foram evacuadas preventivamente. Destas, quase 1,3 mil voltaram imediatamente, já que suas residências não estavam em áreas de risco. O restante ficou hospedado em casas de familiares e 22 em hotéis por alguns dias. Além disso, o MDR também autorizou o repasse de R$ 100,6 mil para assistências às famílias que foram evacuadas.A barragem de Jati passou por Inspeção de Segurança Especial – ISE e encontra-se estável e não oferece riscos à população que vive em seu entorno. No início de outubro, a consultoria independente responsável pela perícia em Jati entregou um laudo preliminar sobre as causas do acidente, elaborado por um grupo de cinco peritos, que fizeram avaliação in loco das estruturas afetadas, incluindo análise de documentação fornecida pelas empresas envolvidas no empreendimento. A consultoria foi contratada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), instituição vinculada ao MDR.

Estudos complementares estão sendo elaborados para determinar o que causou o rompimento da galeria, com a emissão de relatório conclusivo de perícia. A passagem das águas de Jati para o Reservatório Atalho não interfere na perícia em andamento, já que as estruturas a serem analisadas estão isoladas.

Projeto São Francisco

O Projeto de Integração do Rio São Francisco soma 477 quilômetros de extensão e é o maior empreendimento hídrico do Brasil. Quando todas a estruturas e sistemas complementares nos estados estiverem em operação, cerca de 12 milhões de pessoas serão beneficiadas em 390 municípios de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

O Eixo Leste, com 217 quilômetros de extensão, está em funcionamento desde 2017 e abastece 1,4 milhão de pessoas em 46 cidades pernambucanas e paraibanas. Os investimentos da União em todo o Projeto São Francisco já alcançaram R$ 10,8 bilhões.

GOV. FEDERAL

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Lançado edital de intercooperação do Programa Brasil Mais Cooperativo



As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de novembro de 2020. Serão selecionadas 24 cooperativas para participarem de imersões e uma consultoria especializada com o objetivo de fomentar o crescimento de seus negócios.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), lançou nesta segunda-feira (26), um novo edital para selecionar cooperativas agropecuárias da região Nordeste que participarão do Projeto Eixo Intercooperação do Programa Brasil Mais Cooperativo. 

Serão selecionadas 24 cooperativas agropecuárias, constituídas de acordo com a Lei Geral das Cooperativas, especialmente da agricultura familiar, com matriz em um dos estados da região Nordeste, com destaque aos municípios localizados na região prioritária do AgroNordeste e na região do semiárido. 

As cooperativas contempladas pelo edital receberão uma espécie de mentoria de outras cooperativas que têm expertise em aspectos importantes para os negócios, como o acesso a mercados, gestão e governança e aprimoramento de processos. A iniciativa visa promover a intercooperação como estratégia para fortalecer os negócios cooperativos, aprimorando processos e identificando as boas práticas. 

As inscrições devem ser feitas até o dia 26 de novembro de 2020, por meio de cadastro no site do IICA. Para isso, é importante ter em mãos informações como o CNPJ da cooperativa, as cadeias produtivas e produtos com que trabalha, o número de cooperados e empregados e a área de atuação.

O resultado do edital será divulgado no dia 17 de dezembro no site do IICA. Dúvidas e pedidos de esclarecimentos podem ser encaminhados para o endereço eletrônico: comissao.licitacao@iica.int 

Para efeito do edital, são consideradas sociedades cooperativas agropecuárias aquelas que atuam nas atividades de produção agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira, e cooperativas da agricultura familiar aquelas detentoras de Declaração de Aptidão ao Pronaf Jurídica (DAP Jurídica).

Clique aqui para acessar o edital de intercooperação 

De acordo com o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, a promoção do intercâmbio de conhecimentos é um dos principais objetivos da iniciativa. “Queremos mostrar que é possível o sistema cooperativo brasileiro fortalecer aquelas cooperativas que mais precisam de gestão e de acesso a mercados, por meio da troca de experiências com aquelas que já possuem excelência, muitas vezes a nível mundial. Esse edital de intercooperação é voltado para a região do AgroNordeste, mas a nossa previsão é expandir o projeto para todo território nacional nos próximos editais”, revela o secretário. 

Esta primeira edição do Projeto Eixo Intercooperação terá duração de aproximadamente 12 meses e contará com diversas atividades, como a realização de webinários, a aplicação de diagnóstico para mapeamento de potencialidades e dificuldades, a execução de tarefas práticas com acompanhamento de facilitadores e consultores especializados, além das missões de intercooperação, para que as cooperativas selecionadas conheçam in loco o trabalho de outras cooperativas. As atividades têm o propósito de estabelecer um plano de ação para o desenvolvimento de cada uma das cooperativas selecionadas no edital. 

Durante as missões de intercooperação, representantes das cooperativas vencedoras do edital realizarão visitas para conhecer de perto a atuação de cooperativas das regiões Sul e Nordeste reconhecidas pela excelência. O Mapa irá custear as despesas necessárias para o deslocamento de dois representantes de cada cooperativa, como passagens aéreas, hospedagem e traslado.

Para o presidente da OCB, Marcio Lopes de Freitas, o exemplo de uma cooperativa é uma importante ferramenta para fortalecer outras. “Ao praticarmos este projeto de intercooperação, com intercâmbio de visitação, para as pessoas verem na prática e levarem técnicos para fazerem esse desenvolvimento, estamos levando a muda da cooperativa para as diversas regiões. É levar mudas já testadas e com resultado comprovados. A OCB fica muito orgulhosa de fazer parte desse projeto”. 

Segundo o representante do IICA no Brasil, Christian Fisher, a partir do aprendizado da experiência no Brasil será possível expandir a iniciativa para América Latina e Caribe. “Consideramos extremamente importante a estratégia de impulsionar a intercooperação como vetor de fortalecimento e protagonismo das cooperativas. Esse edital possibilitará diversos benefícios oriundos da interação e aprendizados mútuos, troca de experiências para solucionar problemas e, principalmente, dar voz às cooperativas do Brasil. Estamos animados e acreditamos que podemos expandir a atuação desse programa para além-fronteiras do território nacional. Podemos conectar outras cooperativas nas Américas e fortalecer o movimento cooperativo internacionalmente”. 

Política Pública

Instituído pela Portaria nº 129, de 4 de julho de 2019, do Ministério da Agricultura, o programa Brasil Mais Cooperativo tem o propósito de apoiar o cooperativismo e o associativismo rurais brasileiros através da oferta de assistência especializada, da promoção da intercooperação, da formação técnica e da qualificação de processos de gestão, produção e comercialização nos mercados institucionais e privados. 

O programa está estruturado em 6 eixos temáticos, que são: promoção e fortalecimento da organização social, organização da produção e qualificação de processos de gestão; apoio à intercooperação; comercialização nos mercados privados e nas compras governamentais; ações de formação e de assistência técnica; e acesso aos mercados nacional e internacional.

Clique aqui para saber mais sobre o programa Brasil Mais Cooperativo

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Área coberta com seguro rural em 2020 já supera 10 milhões de hectares


 

Até outubro deste ano, 10 milhões de hectares foram segurados com o apoio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), superando o ano de 2014, quando foi registrada área segurada de 9,9 milhões de hectares, até então ano com a maior marca, conforme levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A ministra Tereza Cristina tem destacado o comprometimento do Ministério com as políticas de gestão de risco e o "empenho em disseminar a importância da contratação do seguro rural entre os produtores e os resultados positivos obtidos nesse sentido”.

Além da área segurada, outros números também indicam o avanço desse instrumento de gestão de riscos entre os produtores. Foram utilizados em torno de R$ 680 milhões em subvenção ao prêmio que auxiliou financeiramente os produtores a contratar até o momento cerca de 149 mil apólices, cujo valor total segurado foi de R$ 33 bilhões.

O secretário de Política Agrícola, César Halum, afirma que esses números ainda devem crescer, tendo em vista que serão computadas as contratações de final de outubro e começo de novembro. “O Mapa vai divulgar em dezembro os resultados finais de 2020 da política agrícola com seguro rural, que já são recordes na história do PSR”.

PSR 2020 – Principais culturas e atividades contratadas (apólices e área segurada)

Atividades

Apólices Contratadas

Área Segurada (ha)

Total

149.412

10.022.123,54

Soja

68.862

5.895.114,66

Milho 2ª Safra

29.956

2.227.673,85

Trigo

13.317

796.350,24

Uva

9.026

33.890,64

Milho 1ª Safra

6.225

281.950,38

Café

4.673

87.670,34

Arroz

3.079

159.179,09

Cana-De-Açúcar

2.992

217.823,69

Tomate

1.676

22.807,21

Maçã

1.633

14.925,02

Pecuário

1.187

0,00

Cebola

1.182

6.604,32

Outros

5.604

278.134,10

Fonte: Atlas do Seguro Rural/MAPA – 27/10/2020

 

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores, pessoa física ou jurídica, independentemente de acesso ao crédito rural. 

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%. 

Soja, milho verão, banana, maçã e uva no Pronaf

Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Norte e Nordeste

Para produtores de grãos nas regiões Norte e Nordeste, o PSR destinará, exclusivamente, R$ 50 milhões. 

Saiba mais sobre o seguro rural 

>> Receba informações de seguro rural no seu Whatsapp, entre no grupo acessando o link: https://chat.whatsapp.com/JbWAq9uTkov2wdDZzdEU0H

Aplicativo do Seguro Rural

Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS.

Gov.Federal.  

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Armazéns da Conab de 5 cidades do Ceará recebem reforço no estoque do milho para alimentação animal

 Armazéns da Conab de 5 cidades do Ceará recebem reforço no estoque do milho para alimentação animal

O Programa de Vendas em Balcão (ProVB) ganhará 12,5 mil toneladas. O milho, nestes locais, é comercializado a preço abaixo do praticado no mercado convencional

Legenda: O grão oriundo de Mato Grosso chega aos armazéns da Conab para a Venda em Balcão no interior cearense
Foto: Honório Barbosa

Principal componente da deita dos animais, o milho vinha apresentando estoque reduzido nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no interior do Ceará. Para suprir esta deficiência, que afeta diretamente pequenos criadores, 12,5 mil toneladas do alimento que estavam armazenados no estoque da Conab, em Sorriso (MT), começam a chegar ao Ceará. 

O produto vai reforçar o estoque do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) da Conab para comercialização nas unidades do Ceará. O presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, ressaltou que a vinda de novos carregamentos era uma reivindicação dos criadores, mediante aos baixos estoques e até mesmo falta do grão no interior.  

“A safra colhida em junho e julho passados já foi consumida, daí a dependência por milho de outras regiões produtoras”, frisou.
 A Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) atuou junto aos criadores e endossou o pedido para aquisição e transferência de milho para as unidades do interior cearenses.   

Beneficiamento  

De acordo com a Conab, o milho será entregue nas unidades de Senador Pompeu (2 mil toneladas), Juazeiro do Norte (mil toneladas), Maracanaú (4,5 mil toneladas), Russas (3 mil toneladas) e Icó (2 mil toneladas).   

O milho é comercializado pelo Programa Venda em Balcão com valores mais baixos dos praticados no mercado convencional. Atualmente, 60 quilos do produto custam, ao produtor cadastrado no Programa, R$ 57. No mercado, o preço varia entre R$ 67 a R$ 69.   

A criadora de galinha caipira, Marlene Souza, na localidade de Baú, zona rural de Iguatu, disse que a chegada do milho é importante pois “comprar no mercado é bem mais caro”. Iguatu não está no destino dessa nova remessa, mas recebeu, no início do mês, 400 toneladas do alimento.  

Marlene é apenas dentre os 2.791 pequenos criadores que já adquiriam o produto neste ano. Conforme a Conab, entre os meses de janeiro e setembro de 2020, foram comercializados, nas unidades do Ceará, mais de 20 mil toneladas de milho.  

O diretor da Unidade de Produtores e Criadores de Iguatu (Upeci), Mairton Palácio, disse que esse número agora tende a crescer. Segndo avalia, neste período do ano, com a escassez das chuvas,  “há necessidade crescente de alimentar o rebanho com o milho”. 

A mesma constatação fez o presidente da Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos de Iguatu (Acri), Vandeilton Sucupira. “Há essa dependência do milho vindo de fora porque a produção regional é insuficiente para atender a demanda e a vantagem é que o milho vendido na Conab tem o preço mais baixo do que o do mercado, favorecendo os agricultores”.    

Comercialização  

A gerência estadual da Conab explica que a venda do grão vai ocorrer enquanto durar o estoque nas unidades armazenadoras. A quota de cada criador depende do tamanho do plantel e varia entre cinco e 166 sacas de 60kg. O objetivo do programa é atender os pequenos criadores de bovinos, ovinos, caprinos, suínos e aves.   

A Conab informou ainda que o Ceará conta com cerca de 3.800 cadastros válidos no ProVB. Para realizar a compra do milho de forma on-line, o produtor cearense cadastrado pode entrar em contato com a unidade de armazenamento onde está registrado, por e-mail ou telefone. 

 O ProVB tem como objetivo permitir que pequenos criadores e agroindústrias tenham acesso aos estoques de milho do governo para uso na ração animal. A operação é feita por meio de vendas diretas nas unidades regionais da Conab, a preços compatíveis com o nível do mercado atacadista local ou praticados em pregões públicos.

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